I
Me ocorreu de procurar compreender a insômina como um mecanismo de fuga de uma vida relativamente miserável, e este é o exercício desta procura.
p:pq não fujo dos pensamentos frutiferos do leito?
r1:pq são mais estimulantes do que a vida diurna (p':vida diurna daquele dia medíocre ou dos dias em geral?)
II
testar a seguinte hipótese:
quando tenho uma tarde miserável (ou menos estimulante do que há a esperança que faço em relação ao potencial da vida) a noite, menos sobrecarregada de compromissos vãos, vem como uma fuga, aa qual minha mente se apega para destruir meu corpo, pois ele é o vínculo com o mundo terreno e sua opressora protocorolária vã.
III
me ocorreu que
a insônia é a sêde da intuição**
**a cura pela insônia, seria viver essa vida idealizada, mais de acordo com a "esperança que faço em relação ao potencial da vida" durante no sono, no mundo dos sonhos.
Porém os sonhos somente se passam em instância inconsciente, onde não é possível construir pensamentos ativamente,
e os pensamentos que me deteem acordado no leito insomne são pensamentos ativos de construção.
A cura para a insônima, envolveria o desenvolvimento e amadurecimento da Intuição como faculdade mental, e da intuição quanto ao assunto/tema específico que está me estimulando nesta fase da vida: os dias em que veem a crise de insônia. Com as idéias mais amadurecidas e introjetadas a mente poderia descansar, pois poderia saciar suas vocações no mundo dos sonhos. Mas como a vida em vigília, em suas burocracias e sistemas humanos, pode levar o indivíduo a sufocar seus projetos pessoais, esse amadurecimento das intuições e da Intuição podem chegar a se tornar impraticáveis, levando o indivíduo oprimido pelo mundo dos adultos a um quadro crônico de insônia.
IV
me ocorreu que a insônia é quando
a mente produz*1 enquanto o corpo deveria estar descansando*2 , por haver:
A)sido privada de produzir durante o dia; ou
B)produzido muito durante o dia*3, mas não se esgotado (porque não conseguiu se esgotar no ciclo de 1 dia terrestre).
p:pq haveria não conseguido se esgotar no ciclo de 1 dia terrestre?
r1: por limitação formal, ou seja, os Métodos de Execução Mental disponíveis na Cultura Humana Vigente são demasiado limitados para a natureza*4/pretensão das idéias daquela mente.
*1(ou, já fracassada, tenta produzir em vão (=angústia))
*2(bem como a parte "vigilante" da mente, associada à manutenção)
*3 Esse tipo de insômia é pode ser menos deletério, se está associado a projetos de curto prazo e intercalado com períodos de sono saudável, regime de descanso/produção o qual seria uma alternativa menos utópica à "solução para a insônia" conjeturada no item III.
*4 natureza sobremaneira não-convencional no universo da pessoa em questão/ universo que a pessoa em questão tem acesso em seu cotidiano
V (sintese de algumas das partes anteriores)
me ocorreu que a mente segue a seguinte lógica:
1)se o dia foi relativamente improdutivo* procurarei evitar que o caso se repita, sabotando o corpo na intenção de transcendê-lo exterminando-o pela exaustão.
*para os projetos pessois a crise se torna retroalimentativa, pois após uma noite mal dormida no próximo dia o indivíduo tenderá a estar menos motivado, logo, menos produtivo.
2)em caso de insônia em épocas de vigília produtiva e estimulante, uma hipótese seria que o par menteUcorpo, já exercitado e treinado sob ocorrencias rigorosas da lógica descrita no item anterior, tenha expandido seus limites de exaustão, investindo doravante sua capacidade hipertrofiada de manter regimes de privação de sono para a realização de seus projetos, mas isso não deixa de ser uma sabotagem, pois o indivíduo muitas vezes preferia dormir a vonts e em seguida trabalhar por diárias prolongadas, dormindo em seguida, a vonts.
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