I
Me ocorreu de procurar compreender a insômina como um mecanismo de fuga de uma vida relativamente miserável, e este é o exercício desta procura.
p:pq não fujo dos pensamentos frutiferos do leito?
r1:pq são mais estimulantes do que a vida diurna (p':vida diurna daquele dia medíocre ou dos dias em geral?)
II
testar a seguinte hipótese:
quando tenho uma tarde miserável (ou menos estimulante do que há a esperança que faço em relação ao potencial da vida) a noite, menos sobrecarregada de compromissos vãos, vem como uma fuga, aa qual minha mente se apega para destruir meu corpo, pois ele é o vínculo com o mundo terreno e sua opressora protocorolária vã.
III
me ocorreu que
a insônia é a sêde da intuição**
**a cura pela insônia, seria viver essa vida idealizada, mais de acordo com a "esperança que faço em relação ao potencial da vida" durante no sono, no mundo dos sonhos.
Porém os sonhos somente se passam em instância inconsciente, onde não é possível construir pensamentos ativamente,
e os pensamentos que me deteem acordado no leito insomne são pensamentos ativos de construção.
A cura para a insônima, envolveria o desenvolvimento e amadurecimento da Intuição como faculdade mental, e da intuição quanto ao assunto/tema específico que está me estimulando nesta fase da vida: os dias em que veem a crise de insônia. Com as idéias mais amadurecidas e introjetadas a mente poderia descansar, pois poderia saciar suas vocações no mundo dos sonhos. Mas como a vida em vigília, em suas burocracias e sistemas humanos, pode levar o indivíduo a sufocar seus projetos pessoais, esse amadurecimento das intuições e da Intuição podem chegar a se tornar impraticáveis, levando o indivíduo oprimido pelo mundo dos adultos a um quadro crônico de insônia.
IV
me ocorreu que a insônia é quando
a mente produz*1 enquanto o corpo deveria estar descansando*2 , por haver:
A)sido privada de produzir durante o dia; ou
B)produzido muito durante o dia*3, mas não se esgotado (porque não conseguiu se esgotar no ciclo de 1 dia terrestre).
p:pq haveria não conseguido se esgotar no ciclo de 1 dia terrestre?
r1: por limitação formal, ou seja, os Métodos de Execução Mental disponíveis na Cultura Humana Vigente são demasiado limitados para a natureza*4/pretensão das idéias daquela mente.
*1(ou, já fracassada, tenta produzir em vão (=angústia))
*2(bem como a parte "vigilante" da mente, associada à manutenção)
*3 Esse tipo de insômia é pode ser menos deletério, se está associado a projetos de curto prazo e intercalado com períodos de sono saudável, regime de descanso/produção o qual seria uma alternativa menos utópica à "solução para a insônia" conjeturada no item III.
*4 natureza sobremaneira não-convencional no universo da pessoa em questão/ universo que a pessoa em questão tem acesso em seu cotidiano
V (sintese de algumas das partes anteriores)
me ocorreu que a mente segue a seguinte lógica:
1)se o dia foi relativamente improdutivo* procurarei evitar que o caso se repita, sabotando o corpo na intenção de transcendê-lo exterminando-o pela exaustão.
*para os projetos pessois a crise se torna retroalimentativa, pois após uma noite mal dormida no próximo dia o indivíduo tenderá a estar menos motivado, logo, menos produtivo.
2)em caso de insônia em épocas de vigília produtiva e estimulante, uma hipótese seria que o par menteUcorpo, já exercitado e treinado sob ocorrencias rigorosas da lógica descrita no item anterior, tenha expandido seus limites de exaustão, investindo doravante sua capacidade hipertrofiada de manter regimes de privação de sono para a realização de seus projetos, mas isso não deixa de ser uma sabotagem, pois o indivíduo muitas vezes preferia dormir a vonts e em seguida trabalhar por diárias prolongadas, dormindo em seguida, a vonts.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
contra a maquiagem, contra o feminismo (post relaxado beta)
o feminismo é machista!
a luta agora é o movimento patriarcalítico = remodelar as práticas descendentes do patriarcalismo milenarmente arraigado na cultura ocidental.
E isso inclui boicotar as maquiagens e tomar iniciativa no cortejo, que é por onde vocês podem começar agora mesmo.
**
porque a atração independe de maquiagem
A beleza física é meramente a vantagem do primeiro impacto.
Mas depois que você conhece uma pessoa há um tempo, nem repara mais se ela é "feia" ou não.
Um dos problemas da maquiagem (e de buscar corresponder a padrões convencionais) é que a mulher passa a atrair não apenas os homens por quem ela também se atrairia (aqui minha argumentação é suspeita, por se basear naquele argumento darwinista), mas outros olhares indesejáveis(que ela mesma não quer!). Isso implica na criação de um modelo de autoimagem esquizo[alguma coisa], é uma faca de dois gumes para a auto estima. Em ultima instância, muitas formas de machismo derivam disso, por diversos mecanismos... nossa eu vou continuar escrevendo milhares e no fim não tou falando nada....
**
Quando ouso dizer que o feminismo é machista,
é uma provocação no sentido de que eu associo a luta feminista
(eu que sou leigo, veja bem!) muito a justamente isso, igualdade de direitos igualdade salarial, ou seja, lutas políticas(/científicas)
criação de leis...coisas que por definição NUNCA funcionam a contento! rsrs
A verdadeira luta contra o machismo/patriarcalismo deveria, defendo, pretender o campo do imaginário. E minha provocação é essa: muitas das mulheres que reclamam do machismo não estão, elas próprias, nem um pouco dispostas a se desapegar do imaginário machista como por exemplo abrir mão da maquiagem (ou melhor: não abir mão nesta geração, mas construir um futuro em que, paulatinamente, as gerações futuras superem esse fator) e principalmente: abrir mão de dar bonecas para as meninas crianças brincarem! (isso sim é um crime hediondo, cuja terribilidade nos escapa quase que completamente á razão lógica).
Quando vc diz que a mulher não se arruma para atrair os homens, eu concordo, eu percebi esse aspecto bizarro da minha formulação.... XP
agora quando vc diz que a mulher se arruma para se sentir bem consigo mesma.... bom, não tenho conhecimento de causa, rsrs mas... não parece um pouco paliativo, ter que investir horas diárias na aparência para se sentir melhor? e que melhor é esse? se todas as mulheres fossem desvaidosas, uma maquiada iria realmente se sentir melhor? talvez sim, mas não é um "melhor" muito suspeito esse?, nesse caso hipotético de vc ser a única des-lum-bran-te num mar de meramente belas e belíssimas?
a luta agora é o movimento patriarcalítico = remodelar as práticas descendentes do patriarcalismo milenarmente arraigado na cultura ocidental.
E isso inclui boicotar as maquiagens e tomar iniciativa no cortejo, que é por onde vocês podem começar agora mesmo.
**
porque a atração independe de maquiagem
A beleza física é meramente a vantagem do primeiro impacto.
Mas depois que você conhece uma pessoa há um tempo, nem repara mais se ela é "feia" ou não.
Um dos problemas da maquiagem (e de buscar corresponder a padrões convencionais) é que a mulher passa a atrair não apenas os homens por quem ela também se atrairia (aqui minha argumentação é suspeita, por se basear naquele argumento darwinista), mas outros olhares indesejáveis(que ela mesma não quer!). Isso implica na criação de um modelo de autoimagem esquizo[alguma coisa], é uma faca de dois gumes para a auto estima. Em ultima instância, muitas formas de machismo derivam disso, por diversos mecanismos... nossa eu vou continuar escrevendo milhares e no fim não tou falando nada....
**
Quando ouso dizer que o feminismo é machista,
é uma provocação no sentido de que eu associo a luta feminista
(eu que sou leigo, veja bem!) muito a justamente isso, igualdade de direitos igualdade salarial, ou seja, lutas políticas(/científicas)
criação de leis...coisas que por definição NUNCA funcionam a contento! rsrs
A verdadeira luta contra o machismo/patriarcalismo deveria, defendo, pretender o campo do imaginário. E minha provocação é essa: muitas das mulheres que reclamam do machismo não estão, elas próprias, nem um pouco dispostas a se desapegar do imaginário machista como por exemplo abrir mão da maquiagem (ou melhor: não abir mão nesta geração, mas construir um futuro em que, paulatinamente, as gerações futuras superem esse fator) e principalmente: abrir mão de dar bonecas para as meninas crianças brincarem! (isso sim é um crime hediondo, cuja terribilidade nos escapa quase que completamente á razão lógica).
Quando vc diz que a mulher não se arruma para atrair os homens, eu concordo, eu percebi esse aspecto bizarro da minha formulação.... XP
agora quando vc diz que a mulher se arruma para se sentir bem consigo mesma.... bom, não tenho conhecimento de causa, rsrs mas... não parece um pouco paliativo, ter que investir horas diárias na aparência para se sentir melhor? e que melhor é esse? se todas as mulheres fossem desvaidosas, uma maquiada iria realmente se sentir melhor? talvez sim, mas não é um "melhor" muito suspeito esse?, nesse caso hipotético de vc ser a única des-lum-bran-te num mar de meramente belas e belíssimas?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Contra a meritocracia
Uma prova de que o cristianismo está ultrapassado
é que na época do cristianismo o pão era sagrado,
e hoje o pão é do demônio!
em tempo: sempre que tem pão em casa
ninguém quer comer arroz e feijão
(e muito menos cozinhá-los)
come-se pão, que é mais prático, mais rápido, mais gostoso...
é que na época do cristianismo o pão era sagrado,
e hoje o pão é do demônio!
em tempo: sempre que tem pão em casa
ninguém quer comer arroz e feijão
(e muito menos cozinhá-los)
come-se pão, que é mais prático, mais rápido, mais gostoso...
insonia produtiva: lavar roupa
Antigamente, a obsolescência programada era uma forma mais tecnocrática de opressão. Componentes microtecnológicos se deterioravam com o tempo e com o uso. Hoje uma bosta duma fita adesiva descola e pronto, não há gambiarra que salve sua máquina de lavar! :p
Não me resta nem a dignigade da ignorância.
minha mãe tem uma BRASTEMP e essa marca - quem diria - é um cu!
Não me resta nem a dignigade da ignorância.
minha mãe tem uma BRASTEMP e essa marca - quem diria - é um cu!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
"Contra os ditames do imperialismo ianque e tanmpouco do colonialismo europeu"
"Contra os ditames do imperialismo ianque e tanpouco do colonialismo europeu"
e quem não sabe que na índia todas as crianças já viram
alguém que traga cobras num balaio com quem conversa
e põe a mão brincando e mendigando
e quem sabe que com uma emboleira de cobras amigas em casa,
elas comem as lagartixas besouros vespas e pernilongos drosófilas e as de banheiro e baratas e até os ratos
comem tudo,
e ficam numa emboleira que naõ precisa nunca vassourar o chão,
balda-se agua só pura nem sabão
e as cobras se esfregalham tanto que o chão sai seco e limpinho,
e ela come os bichos que ia te picar e não te pica.
e quem não sabe que na índia todas as crianças já viram
alguém que traga cobras num balaio com quem conversa
e põe a mão brincando e mendigando
e quem sabe que com uma emboleira de cobras amigas em casa,
elas comem as lagartixas besouros vespas e pernilongos drosófilas e as de banheiro e baratas e até os ratos
comem tudo,
e ficam numa emboleira que naõ precisa nunca vassourar o chão,
balda-se agua só pura nem sabão
e as cobras se esfregalham tanto que o chão sai seco e limpinho,
e ela come os bichos que ia te picar e não te pica.
domingo, 23 de outubro de 2011
"Tratado metafórico sobre o preço que a inteligencia humana pagou pela aquisição da linguagem verbal."
"Tratado metafórico sobre o preço que a inteligencia humana pagou evolutivamente pela aquisição da linguagem verbal."
O pensamento é como a música:
a cada nota, outras notas são possíveis
a partir da segunda, algumas passam a ser quebradoras
na terceira já pode acontecer de mais da metade ser quebradora
a quarta pode reverter ou agravar, mas, enfim,
no primeiro pensamento quebrador que você tocar,
ele suspende de ser como a música,
e passa a ser autopalavras.
O pensamento é como a música:
a cada nota, outras notas são possíveis
a partir da segunda, algumas passam a ser quebradoras
na terceira já pode acontecer de mais da metade ser quebradora
a quarta pode reverter ou agravar, mas, enfim,
no primeiro pensamento quebrador que você tocar,
ele suspende de ser como a música,
e passa a ser autopalavras.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
contra o despertador como revolução indireta
não que o despertador seja o problema em si,
mas estou consciensiosamente seguro, de que
se o despertador fosse abolido da realidade humana,
tantos ajustes seriam necessários em nossos procederes,
em nossa maneira de encarar nossa rotina, nosso tempo,
em nossa relação com a vida e com a mente,
tantas pequenas revoluções seriam necessárias para contornar a necessidade de ter hora para acordar
que
não a abolição do despertador em si,
mas sim essas pequenas reforminhas,
essas iriam levar o mundo para um lugar totalmente outro,
totalmente mais nobre honrado e humano,
não quanto à qualidade de vida dos que usam despertador
mas de todos em geral,
pois todos estão flutuando no mar da mente da humanidade,
um repositório comunal de mentes, que é o inconsciente coletivo e a idiossincrasia coletiva
mas estou consciensiosamente seguro, de que
se o despertador fosse abolido da realidade humana,
tantos ajustes seriam necessários em nossos procederes,
em nossa maneira de encarar nossa rotina, nosso tempo,
em nossa relação com a vida e com a mente,
tantas pequenas revoluções seriam necessárias para contornar a necessidade de ter hora para acordar
que
não a abolição do despertador em si,
mas sim essas pequenas reforminhas,
essas iriam levar o mundo para um lugar totalmente outro,
totalmente mais nobre honrado e humano,
não quanto à qualidade de vida dos que usam despertador
mas de todos em geral,
pois todos estão flutuando no mar da mente da humanidade,
um repositório comunal de mentes, que é o inconsciente coletivo e a idiossincrasia coletiva
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
tenho certeza que a democracia representativa vai cair.
é uma questão de tempo até uma prefeitura de alguma cidade pequena
começar a abrir para seus moradores postarem reivindicações no site de prestação de contas do município.
um algoritmo elencaria as demandas por popularidade,
e mais geração menos geração não precisaremos de câmaras e senados em nenhum lugar do mundo
é uma questão de tempo até uma prefeitura de alguma cidade pequena
começar a abrir para seus moradores postarem reivindicações no site de prestação de contas do município.
um algoritmo elencaria as demandas por popularidade,
e mais geração menos geração não precisaremos de câmaras e senados em nenhum lugar do mundo
Pinte o Brasil de verde
Cu do meu rabo
Pinte o Brasil de verde!
O que esses docentes teem na cabeça para dar ouvidos a seus mestres,
por sua vez discipulos dócilmente patetizáveis de mais mestres estúpidos,
que convencionaram a séculos que "Pinte o Brasil de verde" seja melhor lição de casa de geografia na segunda série do ensino primário
do que seria lição para a vida "Pinte o Brasil de verde, pois depois disso você será mais familiarizado com o formatinho do Brasil no mapa"
Qual é o problema de explicitar o processo cognitivo à pupilos,
se não desde a mais tenra infância, os pupilos já adolescentes, jovens, adultos velhos?
Perdoe-me os que investiram anos se formando docentes:
mas vejo-os com mais maus olhos do que vejo aos médicos!
A aquisição do conhecimento é um processo ativo.
Mas o sistema educacional não se importa em preservar um sistema em que dezenas de crianças passam dezenas de anos tentando adquirir conhecimento de forma passiva!
Quantos alunos realmente chegam ao ponto de instrumentalizar, aplicar, ou simplesmente expandir a mente a partir dos conhecimentos ministrados em sala de aula (que o MEC obriga a ser a mesmíssima no país inteiro...)?
E então: dos conhecimentos ministrados em uma sala de aula brasileira,
o que nos cega para a obviedade de não passarem de engodo?
"Se eu te mando fazer isso,
é porque espero que você seja obrigado a exercitar tal faculdade mental x durante a referida execução"
"ah pode crer! então em vez de fazer isso por esse viés, vou fazer isso por esse outro viés, que realmente não é mais fácil, mas tornar-se há cada vez mais fácil quanto menos fujo dele"
"Sim, aí você estará assimilando um modelo de pensamento, que te abrirá portas mentais para assimilar com mais facilidade outros sistemas de pensamento, que você hoje nem imagina que podem estar relacionados a esse de hoje, mas tijolo a tijolo, você tomará tal familiaridade com a sua própria mente, e com o seu próprio processo cognitivo, que, muito antes de crescerem pêlos no seu corpo, eu, professor, já não lhe serei mais necessário"
ops, chegamos ao X da questão!
ninguém quer largar o osso,
não é o deputado,
não é o farmacêutico
(sim, tylenol é um erro! sabonetes bactericidas que não ressecam a pele são outro!)
não é o padre que não quer largar o osso!
é você e é que ninguém quer largar o osso!
todos temos que "morrer"constantemente,
num constante desapego, porque o mundo não é apego, o mundo é metamorfose
mas no capitalismo não podemos nos dar ao luxo de não sermos idiotas maniqueístas que viverão felizes para sempre
explico: se o consumo precisa crescer cada vez mais,
um bem de consumo só pode desaparecer em manobras que o substituam por mais terreno de expansão e produção de mercadoria. E como tais revoluções não acontecem em toda primavera - e nem após cada guerra em que os eua se envolvem... - simplesmente não podemos, nem que quiséssemos, substituir a interdependência (pra inglês ver...) pela autonomia dos indivíduos
isso sem contar que é proibindo a autonomia dos indivíduos que se previne a autogestão dos povos,
e que se protege a "interdependência" de fachada entre as nações, onde os que mais abusam são os que mais dependem de seus abusados
Pinte o Brasil de verde!
O que esses docentes teem na cabeça para dar ouvidos a seus mestres,
por sua vez discipulos dócilmente patetizáveis de mais mestres estúpidos,
que convencionaram a séculos que "Pinte o Brasil de verde" seja melhor lição de casa de geografia na segunda série do ensino primário
do que seria lição para a vida "Pinte o Brasil de verde, pois depois disso você será mais familiarizado com o formatinho do Brasil no mapa"
Qual é o problema de explicitar o processo cognitivo à pupilos,
se não desde a mais tenra infância, os pupilos já adolescentes, jovens, adultos velhos?
Perdoe-me os que investiram anos se formando docentes:
mas vejo-os com mais maus olhos do que vejo aos médicos!
A aquisição do conhecimento é um processo ativo.
Mas o sistema educacional não se importa em preservar um sistema em que dezenas de crianças passam dezenas de anos tentando adquirir conhecimento de forma passiva!
Quantos alunos realmente chegam ao ponto de instrumentalizar, aplicar, ou simplesmente expandir a mente a partir dos conhecimentos ministrados em sala de aula (que o MEC obriga a ser a mesmíssima no país inteiro...)?
E então: dos conhecimentos ministrados em uma sala de aula brasileira,
o que nos cega para a obviedade de não passarem de engodo?
"Se eu te mando fazer isso,
é porque espero que você seja obrigado a exercitar tal faculdade mental x durante a referida execução"
"ah pode crer! então em vez de fazer isso por esse viés, vou fazer isso por esse outro viés, que realmente não é mais fácil, mas tornar-se há cada vez mais fácil quanto menos fujo dele"
"Sim, aí você estará assimilando um modelo de pensamento, que te abrirá portas mentais para assimilar com mais facilidade outros sistemas de pensamento, que você hoje nem imagina que podem estar relacionados a esse de hoje, mas tijolo a tijolo, você tomará tal familiaridade com a sua própria mente, e com o seu próprio processo cognitivo, que, muito antes de crescerem pêlos no seu corpo, eu, professor, já não lhe serei mais necessário"
ops, chegamos ao X da questão!
ninguém quer largar o osso,
não é o deputado,
não é o farmacêutico
(sim, tylenol é um erro! sabonetes bactericidas que não ressecam a pele são outro!)
não é o padre que não quer largar o osso!
é você e é que ninguém quer largar o osso!
todos temos que "morrer"constantemente,
num constante desapego, porque o mundo não é apego, o mundo é metamorfose
mas no capitalismo não podemos nos dar ao luxo de não sermos idiotas maniqueístas que viverão felizes para sempre
explico: se o consumo precisa crescer cada vez mais,
um bem de consumo só pode desaparecer em manobras que o substituam por mais terreno de expansão e produção de mercadoria. E como tais revoluções não acontecem em toda primavera - e nem após cada guerra em que os eua se envolvem... - simplesmente não podemos, nem que quiséssemos, substituir a interdependência (pra inglês ver...) pela autonomia dos indivíduos
isso sem contar que é proibindo a autonomia dos indivíduos que se previne a autogestão dos povos,
e que se protege a "interdependência" de fachada entre as nações, onde os que mais abusam são os que mais dependem de seus abusados
Ideal da meritocracia X Ideal da igualdade entre os homens
ei, você já parou pra pensar que uma cultura tal como a ocidental,
a qual se proponha o ideal da meritocracia
e ao mesmo tempo se proponha o ideal da igualdade entre os homens,
só pode estar condenada à incoerência?
Sim, porque a meritocracia consiste em justificar a desigualdade pelos resultados e/ou pela dedicação
de um indivíduo (convergentes ou divergentes entre si)
Ora, se resultados somente podem depender de dons inatos, dons conjunturais (sorte?) e/ou de muita dedicação e esforço,
e estes - dedicação e esforço - por sua vez somente podem depender de dons inatos - vocação para a motivação/superação - ou de motivações conjunturais (agua na bunda e afins?)
só podemos estar com a cabeça no mundo da lua, que é esse mundo terreno, pleno de terráqueidades.
Ou a igualdade entre os homens é uma vaidade vã, instrumento do ego de quem está por cima,
ou a meritocracia é uma vaidade vã, instrumento do ego de quem está por cima. Aquilo eu não sei, mas isso aqui é certeza.
a qual se proponha o ideal da meritocracia
e ao mesmo tempo se proponha o ideal da igualdade entre os homens,
só pode estar condenada à incoerência?
Sim, porque a meritocracia consiste em justificar a desigualdade pelos resultados e/ou pela dedicação
de um indivíduo (convergentes ou divergentes entre si)
Ora, se resultados somente podem depender de dons inatos, dons conjunturais (sorte?) e/ou de muita dedicação e esforço,
e estes - dedicação e esforço - por sua vez somente podem depender de dons inatos - vocação para a motivação/superação - ou de motivações conjunturais (agua na bunda e afins?)
só podemos estar com a cabeça no mundo da lua, que é esse mundo terreno, pleno de terráqueidades.
Ou a igualdade entre os homens é uma vaidade vã, instrumento do ego de quem está por cima,
ou a meritocracia é uma vaidade vã, instrumento do ego de quem está por cima. Aquilo eu não sei, mas isso aqui é certeza.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
contra o luto!
coitado do finado?!?
coitado de quem fica!
céu, inferno,
ou o vazio do nada eterno:
pra quem esteja lá,
não importa o que se passa no terreno.
Cultuar o luto é uma forma de chamar a atenção,
é uma forma de os entes queridos serem noivas por um dia, ou semanas,
e só ficar falando disso e recebendo feições graves em aplauso aas suas lamúrias.
Inverdade em verdade vos digo:
celebreis a morte com sorriso e festa
celebreis a doença como ensejo à autoavaliação
celebreis a dor como motor da força
celebreis a frustração como alça da evolução,
celebreis o diabo como parte essencial de deus,
não como seu antagonista indesejável e injusticeiro.
Maniqueísmo não!
o mundo é plural,
a mutação é constante,
e o processo é lento!
Não bote a culpa no finado:
coitado é de quem fica!
coitado de quem fica!
céu, inferno,
ou o vazio do nada eterno:
pra quem esteja lá,
não importa o que se passa no terreno.
Cultuar o luto é uma forma de chamar a atenção,
é uma forma de os entes queridos serem noivas por um dia, ou semanas,
e só ficar falando disso e recebendo feições graves em aplauso aas suas lamúrias.
Inverdade em verdade vos digo:
celebreis a morte com sorriso e festa
celebreis a doença como ensejo à autoavaliação
celebreis a dor como motor da força
celebreis a frustração como alça da evolução,
celebreis o diabo como parte essencial de deus,
não como seu antagonista indesejável e injusticeiro.
Maniqueísmo não!
o mundo é plural,
a mutação é constante,
e o processo é lento!
Não bote a culpa no finado:
coitado é de quem fica!
Contra o ficar e as demonstrações públicas de afeto!
Contra o ficar e as demonstrações públicas de afeto:
1) se fulano fica com cicrano em público,
vai alimentar o ciúme de beltrano,
que é a fim de fulano e viu a pegação.
E ciúme é um sentimento vil que não deve ser alimentado,
pois abre precedentes e ensejos para muitos processos deletérios na mente humana.
2) estando fulano e beltrano a se pegar em escondidinho,
já podem sensualizar um pouco mais avançado.
O sexo fica mais acessível, e menos especulativo,
o que nos levaria a não encará-lo mais com tanta gravidade,
diminuindo a encanação com o ciúmes de um modo geral.
Ficar em público é aclamado como uma conquista libertária da geração "leite 80".
Mas isso é um engodo. Ficar em público é, sim, um ato conservador.
1) se fulano fica com cicrano em público,
vai alimentar o ciúme de beltrano,
que é a fim de fulano e viu a pegação.
E ciúme é um sentimento vil que não deve ser alimentado,
pois abre precedentes e ensejos para muitos processos deletérios na mente humana.
2) estando fulano e beltrano a se pegar em escondidinho,
já podem sensualizar um pouco mais avançado.
O sexo fica mais acessível, e menos especulativo,
o que nos levaria a não encará-lo mais com tanta gravidade,
diminuindo a encanação com o ciúmes de um modo geral.
Ficar em público é aclamado como uma conquista libertária da geração "leite 80".
Mas isso é um engodo. Ficar em público é, sim, um ato conservador.
pela outorga antropofagia!
Sabe porque não podemos comer nossos próprios cadáveres?
Faça as contas quantos cadáveres cada um de nós comeria em uma vida...
Todos os cigarros, alumínios, mercúrios, LSDs,
colesteróis e triglicérides que uma pessoa der conta de consumir em 70 anos,
vão ficar acumulados em trinta vezes mais do que isso na primeira geração de antropófagos!
e novecentas vezes na segunda, que não vai nem sair do útero desse jeito.
A outorga da antropofagia por parte da lei oficial do governo federal,
obrigatoriamente viria acompanhada de redução dos agrotóxicos nas lavouras,
dos esteróides nas granjas e pastos, da proibição de alumínio nos desodorantes e na culinária,
do uso de drogas biodegradáveis por parte da classe civil.
A qualidade de vida melhoraria se nossos cadáveres não fossem condenados a se transformar em lixo tão escroto que só cabem nos cemitérios!
Faça as contas quantos cadáveres cada um de nós comeria em uma vida...
Todos os cigarros, alumínios, mercúrios, LSDs,
colesteróis e triglicérides que uma pessoa der conta de consumir em 70 anos,
vão ficar acumulados em trinta vezes mais do que isso na primeira geração de antropófagos!
e novecentas vezes na segunda, que não vai nem sair do útero desse jeito.
A outorga da antropofagia por parte da lei oficial do governo federal,
obrigatoriamente viria acompanhada de redução dos agrotóxicos nas lavouras,
dos esteróides nas granjas e pastos, da proibição de alumínio nos desodorantes e na culinária,
do uso de drogas biodegradáveis por parte da classe civil.
A qualidade de vida melhoraria se nossos cadáveres não fossem condenados a se transformar em lixo tão escroto que só cabem nos cemitérios!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
"Deus" e "O Processo"
A "imagem e semelhança", seria o "dom" "divino" de identificar "padrões de semelhança em imagens" sonoras, imagens visuais, imagens olfativas, tacteis, enfim, imagens sensoriais.
Como o homem só tem 5 sentidos, essa "imagem e semelhança" nele é muito mais limitadora da percepção do absoluto, do que clarividenciadora. A inteligência humana é uma forma cirurgicamente barabarizada da "inteligência divina", sendo que a primeira cria a segunda para justificar o que lhe pareçam aberrações estatisticamente improváveis na sucessão de eventos das efemérides.
Como o homem só tem 5 sentidos, essa "imagem e semelhança" nele é muito mais limitadora da percepção do absoluto, do que clarividenciadora. A inteligência humana é uma forma cirurgicamente barabarizada da "inteligência divina", sendo que a primeira cria a segunda para justificar o que lhe pareçam aberrações estatisticamente improváveis na sucessão de eventos das efemérides.
Sobre a Guerra
A guerra é a celebração da pujança vital de uma comunidade que seja bem sucedida
em não morrer, não morrer, e continuar nascendo até
que as necessidades de seus indivíduos sejam tão pródigas que eles precisem morrer de algum jeito.
Surge a guerra, não primeiramente para tomar recursos de outras comunidades,
mas primeiramente para conciliar a necessidade de se desfazer de parcela de seus próprios indivíduos
com a necessidade de se desfazer de outros indivíduos que dominam recursos potencialmente apropriáveis.
A guerra é o pulso e o indício de cada estágio de esgotamento e evolução de um modo de vida bem sucedido em não morrerem e nascerem os indivíduos que o praticam.
Cada passo, cada, guerra, cada ciclo em direção a essa especialização É um rompimento com a natureza selvagem, e uma celebração da tecnologia social desenvolvida por um povo.
O apego mitológico à valores pré-pacto-social
é um ponto acumulador de tensões intelectuais
que nublam a mente dos indivíduos-bem-sucedidos-em-não-passar-necessidade,
e os levam a pensar absurdos românticos como a necrolatria
e a obrigatoriedade de criar suas fêmeas com bonecas desde a infância para que se sintam aberrações caso não cumpram o papel absurdo de dedicar a vida à se reproduzir.
Hoje somos todos europeus.
Bem sucedidos em não morrer, e em nascer já pensando em nascer mais.
em não morrer, não morrer, e continuar nascendo até
que as necessidades de seus indivíduos sejam tão pródigas que eles precisem morrer de algum jeito.
Surge a guerra, não primeiramente para tomar recursos de outras comunidades,
mas primeiramente para conciliar a necessidade de se desfazer de parcela de seus próprios indivíduos
com a necessidade de se desfazer de outros indivíduos que dominam recursos potencialmente apropriáveis.
A guerra é o pulso e o indício de cada estágio de esgotamento e evolução de um modo de vida bem sucedido em não morrerem e nascerem os indivíduos que o praticam.
Cada passo, cada, guerra, cada ciclo em direção a essa especialização É um rompimento com a natureza selvagem, e uma celebração da tecnologia social desenvolvida por um povo.
O apego mitológico à valores pré-pacto-social
é um ponto acumulador de tensões intelectuais
que nublam a mente dos indivíduos-bem-sucedidos-em-não-passar-necessidade,
e os levam a pensar absurdos românticos como a necrolatria
e a obrigatoriedade de criar suas fêmeas com bonecas desde a infância para que se sintam aberrações caso não cumpram o papel absurdo de dedicar a vida à se reproduzir.
Hoje somos todos europeus.
Bem sucedidos em não morrer, e em nascer já pensando em nascer mais.
Gripe?
O holocausto é um ícone pop
(*/licença poética, nem venha se ofender e me acusar de desumano por favor/*)
O holocausto é um ícone pop.
Monoteístas matando monoteístas
não é tão hediondo quanto europeus destruindo templos fálicos no oriente,
(*/licença poética, nem venha se ofender e me acusar de desumano por favor/*)
O holocausto é um ícone pop.
Monoteístas matando monoteístas
não é tão hediondo quanto europeus destruindo templos fálicos no oriente,
só porque não conseguiam violentar as fêmeas orientais,
já que essas aprendiam desde pequenas a fechar o musculinho.
Sim, os ocidentais se vexam de estupros
Sim, os ocidentais se vexam de estupros
e caem a pressão de tão chocados,
mas veja bem que poderia ser ensinado nas escolas as menininhas.
O único problema é que a técnica
tem o inaceitável efeito colateral de
O único problema é que a técnica
tem o inaceitável efeito colateral de
levar as mulheres a conhecerem melhor seu corpo
e a copularem coitos menos machistas - em que elas também gozem.
A américa era o paraíso
e a copularem coitos menos machistas - em que elas também gozem.
A américa era o paraíso
e os índios não morreram de gripe,
que nem ensinam na escola
- mas não desensinam no mercado de trabalho -
Os americanos morreram de gonorréia sífilis e doenças na vagina.
E hoje somos todos europeus
e estamos condenados a sermos idiotas que precisam de ouvidos subservientes pra pensar
- mas não desensinam no mercado de trabalho -
Os americanos morreram de gonorréia sífilis e doenças na vagina.
E hoje somos todos europeus
e estamos condenados a sermos idiotas que precisam de ouvidos subservientes pra pensar
sábado, 10 de setembro de 2011
digressões sobre o soapex
Inverdade, em verdade vos digo: o cristianismo já é muito mais um acumulado de subjetividades arbritrárias de homens arbitrários do que a paz absoluta do sagrado hoje. Porque diabos didáticos o diabo foi tomado como figura hostil? E porque raios absurdos ainda hoje o é? Somente uma hipótese razoável: para o êxito da indústria farmacêutica, e de indústrias virulentas em geral, notadamente a indústria da fé. Não use sabonetes que matam 99% das bactérias.
sábado, 18 de junho de 2011
primeiras notas sobre o nada
sempre que for usar uma privada, ou uma pia, ou principalmente um chuveiro, tente entrar na vibração do Nada. Condicione-se, como um animal apanhando, e lembrar com cada vez mais frequencia de afastar qualquer pensamento no momento em que algum surgir. Concentre-se no nada, ou ao menos na sua respiração ou no conforto ou desconforto que as partes do seu corpo estão sentindo naquele momento. Depois de alguns dias vc vai ter concentração o suficiente para fazer isso na hora de dormir também. A insônia é feita de pensamentos, e os pensamentos são feitos de passado e de futuro: de perfectibilização idealizada, segundo algum critério estético do belo ou impulso autodestrutivo, da lembrança do passado ou da projeção do futuro, e a única forma de estar presente no presente é o exercício do não-pensamento-em-nada(NPN), até que o músculo mental do nada (MMN) te permita um dia glorioso dum futuro distante e suado a estar constantemente na vibração do nada, mas também pulsando os estímulos pertinentes do mundo das ilusões ao mesmo tempo em que está consciente do transito a sua volta
domingo, 5 de junho de 2011
"Deus atrapalha"
Deus atrapalha pra caralho
porque ele responde muitas perguntas
e crentes ou não, só podemos nos dar por satisfeitos
ante questões que ainda nos deveriam perturbar imensamente
porque ele responde muitas perguntas
e crentes ou não, só podemos nos dar por satisfeitos
ante questões que ainda nos deveriam perturbar imensamente
quarta-feira, 16 de março de 2011
caiu no rio
O broder da direita passou para o sicofante:
-:::e como eu ia dizendo...:::
O sicofante passou para a sister escutando quieto como os outros.
A sister da esquerda inquiriu:
-Ah, você não vai fugir?
-Esse entreanos o meu Processo está me levando a só fugir sozinho.
já qualquer um:
-olha, ehin? Você não vai, por esse caminho, entrar na béde errada e começar a ficar antissocial né?
e o sicofante:
-Eu espero ser digno do Processo, e não me seduzir pela obsessão, que a tantos seduz, de se apaixonar por uma só etapa do processo desenviver o resto da vida em tentar congelarla para sempre.
-O Sicófs parece um religioso falando do "processo".
e o sicofante:
-Sim mas eu sou bastante religioso. É que o Processo é a metáfora que eu uso para o fenômeno que os muitões costumam chamar de Deus. Muitas culturas ...
Um broder que estava dormindo gritou rapidinho "-primitivas!", sem acordar.
...tendem a antropomorfizar muitos fenômenos da Natureza Espontênea.
Você se lembra da clássica motivação pédrica filosofálica de provar a existência de Deus? Decorre essa ânsia, da intuição humânica empírica de que o Processo não pode ser monitorado pelo crédito científico. No entanto, o Processo é amostrado por amostras intrigantes por cada um vivendo e ficando intrigado com as Coincidências Semânticas.
O broder da direita passou para o sicofante:
Sicofante quase pegando
O broder da direita faz um movimento de que iria pular, mas antes vendo que ele iria pegar, depois voltou e passou, entredizendo "ah você não vai fugiropsné?"
-Sim mas mesmo sem fugir eu pego e passo. Porque é a quarta lei do duente: 'Lei do duente: quem bola ascente; a segunda é que o dono do fumo é o segundo, que alguns doentes são gentlemanistas e emplacam leis de duentes gentlemanistas que enxergam; e a terceira é que passa pra direita ou pra esquerda, essa eu nunca lembro... Mas a quarta é que mesmo quem não está tem que pegar e passar. É um não gentlemanismo, mas um gentlemanismo do bem, um uso, uma etiqueta, que tem um fundo social de familiarização dos leigos com a lida. Familiariação de perto.
-:::e como eu ia dizendo...:::
O sicofante passou para a sister escutando quieto como os outros.
A sister da esquerda inquiriu:
-Ah, você não vai fugir?
-Esse entreanos o meu Processo está me levando a só fugir sozinho.
já qualquer um:
-olha, ehin? Você não vai, por esse caminho, entrar na béde errada e começar a ficar antissocial né?
e o sicofante:
-Eu espero ser digno do Processo, e não me seduzir pela obsessão, que a tantos seduz, de se apaixonar por uma só etapa do processo desenviver o resto da vida em tentar congelarla para sempre.
-O Sicófs parece um religioso falando do "processo".
e o sicofante:
-Sim mas eu sou bastante religioso. É que o Processo é a metáfora que eu uso para o fenômeno que os muitões costumam chamar de Deus. Muitas culturas ...
Um broder que estava dormindo gritou rapidinho "-primitivas!", sem acordar.
...tendem a antropomorfizar muitos fenômenos da Natureza Espontênea.
Você se lembra da clássica motivação pédrica filosofálica de provar a existência de Deus? Decorre essa ânsia, da intuição humânica empírica de que o Processo não pode ser monitorado pelo crédito científico. No entanto, o Processo é amostrado por amostras intrigantes por cada um vivendo e ficando intrigado com as Coincidências Semânticas.
O broder da direita passou para o sicofante:
Sicofante quase pegando
O broder da direita faz um movimento de que iria pular, mas antes vendo que ele iria pegar, depois voltou e passou, entredizendo "ah você não vai fugiropsné?"
-Sim mas mesmo sem fugir eu pego e passo. Porque é a quarta lei do duente: 'Lei do duente: quem bola ascente; a segunda é que o dono do fumo é o segundo, que alguns doentes são gentlemanistas e emplacam leis de duentes gentlemanistas que enxergam; e a terceira é que passa pra direita ou pra esquerda, essa eu nunca lembro... Mas a quarta é que mesmo quem não está tem que pegar e passar. É um não gentlemanismo, mas um gentlemanismo do bem, um uso, uma etiqueta, que tem um fundo social de familiarização dos leigos com a lida. Familiariação de perto.
domingo, 6 de março de 2011
"Contra o audiovisual antes de dormir"
O problema não é a novela em si pro povo,
ou a TV em si.
O problema é o povo ver TV antes de dormir.
Porque o que é decisivo para os sonhos
-que são a fixação do pensamento-
são, nessa ordem, o que teve de mais impressionante naquele dia,
e depois, os últimos pensamentos que tivemos
antes der pegar no sono naquele dia (vidar Beakman).
Ora, se
(pricipalmente para quem leva as vidas medíocres diante da TV!)
a maioria dos dias são triviais, sem grandes surpresas,
imagine o impacto a longo prazo
, sobre o indivíduo e sobre o imaginário polular-inconsciente coletivo,
de termos ido dormir a maioria do nossos dias tendo visto televisão a última coisa?
A TV ao longo do dia
também é nociva para os sonhos,
logo para quem somos;
mas só de nos abstermos dela das 18:00hs em diante,
já estaríamos fazendo outras coisas não-audiovisuais,
(com um pouco de sorte, talvez coisas sim-intermpessoais)
e depois de muitas manhãs geracionais
acordaríamos outros brasileiros.
ou a TV em si.
O problema é o povo ver TV antes de dormir.
Porque o que é decisivo para os sonhos
-que são a fixação do pensamento-
são, nessa ordem, o que teve de mais impressionante naquele dia,
e depois, os últimos pensamentos que tivemos
antes der pegar no sono naquele dia (vidar Beakman).
Ora, se
(pricipalmente para quem leva as vidas medíocres diante da TV!)
a maioria dos dias são triviais, sem grandes surpresas,
imagine o impacto a longo prazo
, sobre o indivíduo e sobre o imaginário polular-inconsciente coletivo,
de termos ido dormir a maioria do nossos dias tendo visto televisão a última coisa?
A TV ao longo do dia
também é nociva para os sonhos,
logo para quem somos;
mas só de nos abstermos dela das 18:00hs em diante,
já estaríamos fazendo outras coisas não-audiovisuais,
(com um pouco de sorte, talvez coisas sim-intermpessoais)
e depois de muitas manhãs geracionais
acordaríamos outros brasileiros.
"Sobre a dedicação excusiva no contexto do Processo"
Dedicação exclusiva não existe no contexto do Processo.
No máximo, em situações extremas, pode existir a curto prazo.
Mas o Processo, é lento.A médio e longo prazo,
o distanciamento periódico é estratégico, e inerente ao Processo.
A dedicação exclusiva, ou em tempo-integral,
é elemento típico das culturas que ignoram o processo.
ou não.
No máximo, em situações extremas, pode existir a curto prazo.
Mas o Processo, é lento.A médio e longo prazo,
o distanciamento periódico é estratégico, e inerente ao Processo.
A dedicação exclusiva, ou em tempo-integral,
é elemento típico das culturas que ignoram o processo.
ou não.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
"Capital Reinicial" e "Ressalte"
"Capital Reinicial"
Na wikipedia o Dinhouro Preto do Capital Inicial, e o Tico Santa Cruz do Detonautas Roque Clube (sem bem me lembro) criticam o Restart:
Atente-se para a estranheza de que dois veteranos de indústria musical estejam a dirigir críticas diretas aos garotos do Restart. Era de se esperar que os dois figurões do mainstream já tivessem o traquejo e a malícia de identificar a responsabilidade dos produtores e da gravadora sobre todo o conceito Restart.
Os Pelanzas em si, no maximo poderiam ser acusados de crianças ingênuas, fantoches, ou venais, nesse caso em que a intenção é desprezar a produção artística dos mesmos, o mérito da qual não está em questão aqui.
Dando essa brecha, fica evidente que o Dinhouro Preto quer ganhar uma grana preta (hãn hãn? Dinheiro preto? hãn? boa hein?)
Ou melhor
Dando essa brecha, fica evidente que o Dinhouro Preto e o Tico Santa não podem ter o traquejo, repito e sou categórico em afirmar: não teem o traquejo de perceber o dedo do produtor enfiando demais!
Logo a gravadora faz suas canções de gato e sapato.
Mas isso sempre foi evidente,
só friso para demonstrar aos fãs que ainda não tinham o traquejo...
"Ressalte"
Vale ressaltar que o post anterior não passa de uma brincadeira pitagórica,uma vez que para se chegar à conclusão descrita deliberadamente ignorousse uma premissa inignorável: tanto Dinho, quanto Tico, quanto a Banda Cine, receberam evidentemente, de suas respectivas gravadoras, como não poderia deixar de ser, orientações expressas para, quando requisitados em opinião, ridicularizarem os sempre crescentes Restartes, a fim de, juntando as simpatias mais fiéis de cada um deles, criar um desfalque no só crescente mercado do Restart, pra dar uma equilibrada.
Na wikipedia o Dinhouro Preto do Capital Inicial, e o Tico Santa Cruz do Detonautas Roque Clube (sem bem me lembro) criticam o Restart:
Críticas
Principalmente após o aparecimento de Restart, o movimento colorido começou a ser duramente criticado por inúmeros artistas, recebido como "som que não amadureceu" (pela banda Cine),[5] "futuramente eles próprios sentirão vergonha de si mesmos" (por Dinho Ouro Preto),[9] "música inspirada nos Teletubbies" (por Tico Santa Cruz),[10] além das comuns críticas da população geral[quem?], dentre muitas vezes chamados de homossexuais pelo seu estilo de vestir. As criticas negativas vem mais pelos Roqueiros, que dizem que eles não são nenhum tipo de rock e pelos integrantes do Restart dizerem que são influenciados pelo Guns N' Roses[carece de fontes?].
Principalmente após o aparecimento de Restart, o movimento colorido começou a ser duramente criticado por inúmeros artistas, recebido como "som que não amadureceu" (pela banda Cine),[5] "futuramente eles próprios sentirão vergonha de si mesmos" (por Dinho Ouro Preto),[9] "música inspirada nos Teletubbies" (por Tico Santa Cruz),[10] além das comuns críticas da população geral[quem?], dentre muitas vezes chamados de homossexuais pelo seu estilo de vestir. As criticas negativas vem mais pelos Roqueiros, que dizem que eles não são nenhum tipo de rock e pelos integrantes do Restart dizerem que são influenciados pelo Guns N' Roses[carece de fontes?].
Atente-se para a estranheza de que dois veteranos de indústria musical estejam a dirigir críticas diretas aos garotos do Restart. Era de se esperar que os dois figurões do mainstream já tivessem o traquejo e a malícia de identificar a responsabilidade dos produtores e da gravadora sobre todo o conceito Restart.
Os Pelanzas em si, no maximo poderiam ser acusados de crianças ingênuas, fantoches, ou venais, nesse caso em que a intenção é desprezar a produção artística dos mesmos, o mérito da qual não está em questão aqui.
Dando essa brecha, fica evidente que o Dinhouro Preto quer ganhar uma grana preta (hãn hãn? Dinheiro preto? hãn? boa hein?)
Ou melhor
Dando essa brecha, fica evidente que o Dinhouro Preto e o Tico Santa não podem ter o traquejo, repito e sou categórico em afirmar: não teem o traquejo de perceber o dedo do produtor enfiando demais!
Logo a gravadora faz suas canções de gato e sapato.
Mas isso sempre foi evidente,
só friso para demonstrar aos fãs que ainda não tinham o traquejo...
"Ressalte"
Vale ressaltar que o post anterior não passa de uma brincadeira pitagórica,uma vez que para se chegar à conclusão descrita deliberadamente ignorousse uma premissa inignorável: tanto Dinho, quanto Tico, quanto a Banda Cine, receberam evidentemente, de suas respectivas gravadoras, como não poderia deixar de ser, orientações expressas para, quando requisitados em opinião, ridicularizarem os sempre crescentes Restartes, a fim de, juntando as simpatias mais fiéis de cada um deles, criar um desfalque no só crescente mercado do Restart, pra dar uma equilibrada.
domingo, 3 de outubro de 2010
PP - partido politico [com preâmbulo dispensável]
Esse é o post que eu falei no www.subacolapso.blogspot.com
que eu acho que já postei teor idêntico
mas foda-me, não gosto de me reler (a não ser pelo www.simulaco.blogspot.com)
então não vou procurar conferir..
além do mais quero voltar a escrever
quero voltar a sofrer,
a ser um desharmonico, então aguento firme a insônia e a depressão
(apesar de ainda achar que a insonia irá me fazer voltar aos medicamentos, agora que trabalho e não posso me desgastar tanto...)
foda-me.
***
História, geofrafia fisica matematica?
No meu governo
a escola só vai ter três matérias:
1) Autodidatismo- Em que as crianças brasileiras aprenderão autoconhecimento e audodisciplina (preâmbulo para o anarquismo autogestor) se emancipar intelectualmente, e a serem coerentes com a geração internet. Terão prazo de algumas dezenas de minutos para absorver assuntos (progressivamente ou não).
Essa matéria acabará incorrendo em aprender de fato, história, geografia, matemática, português... mas támbém latim, russo, calculo diferencial, fisica treta, história, composição musical, circuitos elétricos, linguagem computacional,
e tudo de maneira o mais eficiente possível.
As crianças aprenderão a disciplina de saber administrar e fazer bom uso de uma droga chamada café, e a se aceitarem como menos "inteligentes" alguns e mais "inteligentes" que outros, porque o ser humano não será mais igual.
2) Alongamento ou dança- pra quem acha dança coisa de viado, aprende alongamento, limpeza de movimento, dores pelo corpo, corpo, corpo.
3)impostação de voz - nenhum brasileiro vai falar pra dentro.
bosta
foda-me
as palavras estão voltando
e com elas muita desgraça
(e produtividade)
que eu acho que já postei teor idêntico
mas foda-me, não gosto de me reler (a não ser pelo www.simulaco.blogspot.com)
então não vou procurar conferir..
além do mais quero voltar a escrever
quero voltar a sofrer,
a ser um desharmonico, então aguento firme a insônia e a depressão
(apesar de ainda achar que a insonia irá me fazer voltar aos medicamentos, agora que trabalho e não posso me desgastar tanto...)
foda-me.
***
História, geofrafia fisica matematica?
No meu governo
a escola só vai ter três matérias:
1) Autodidatismo- Em que as crianças brasileiras aprenderão autoconhecimento e audodisciplina (preâmbulo para o anarquismo autogestor) se emancipar intelectualmente, e a serem coerentes com a geração internet. Terão prazo de algumas dezenas de minutos para absorver assuntos (progressivamente ou não).
Essa matéria acabará incorrendo em aprender de fato, história, geografia, matemática, português... mas támbém latim, russo, calculo diferencial, fisica treta, história, composição musical, circuitos elétricos, linguagem computacional,
e tudo de maneira o mais eficiente possível.
As crianças aprenderão a disciplina de saber administrar e fazer bom uso de uma droga chamada café, e a se aceitarem como menos "inteligentes" alguns e mais "inteligentes" que outros, porque o ser humano não será mais igual.
2) Alongamento ou dança- pra quem acha dança coisa de viado, aprende alongamento, limpeza de movimento, dores pelo corpo, corpo, corpo.
3)impostação de voz - nenhum brasileiro vai falar pra dentro.
bosta
foda-me
as palavras estão voltando
e com elas muita desgraça
(e produtividade)
domingo, 12 de setembro de 2010
O problema é o dinheiro ser um só
O problema é o dinheiro ser um só
desde o começo do dinheiro,
a idéia dele é ser um só que troca
-se por ttudo
mas agora depois de muiotos seculos,
faltou o dinheiro virar outra coisa
tinha que ser vários dinheiros,
que se ganham com tipos diferentes de trabalho
o dinheiro pra comida e saude e educação, conseguia-se trabalhando CLT, só que uma CLT diferente, de jornada de 4 horas de trabalho por dia apenas, obrigação sem vc ficar se sentindo um boi;
o dinheiro para conforto, prazer e vaidades, conseguia-se sacrificando ainda mais,
fazendo atividades com lixo ou cocô dos outros.
Nessa linha, poderiamos ter vários dinhieiros, tlvez quebrando dinheiro pra prazer (usado para comprar bebidas e drogas ou comidas saborosas) que só se recebia trabalhando bastante e dormindo pouco; dinheiro para vaidade (usado para comprar cirurgias plásticas, ou salão de beleza, ou academia ) que só se recebia indo no asilo limpar bunda de idoso, separando lixo orgânico, carpindo terra e compostando; e dinhiero para conforto( pessoas que fazem o trabalho para você, sofás muito confortáveis) p
e sussessibvamente
vários dinheiros
vocE poderia ser rico em um e pobre no outros
ia ter gente que hoje [e pobre ,
mas que ia ser rico em créditos para outros tipos de servíço que um rico hoje náo teria,
A por inclinaçao pessoal ia se encarregar das diferenças entre os homens
e iam ter varios tipos de riqueza e pobreza
com mais ricos e mais pobres e menos necessidades primarias inatendidas
desde o começo do dinheiro,
a idéia dele é ser um só que troca
-se por ttudo
mas agora depois de muiotos seculos,
faltou o dinheiro virar outra coisa
tinha que ser vários dinheiros,
que se ganham com tipos diferentes de trabalho
o dinheiro pra comida e saude e educação, conseguia-se trabalhando CLT, só que uma CLT diferente, de jornada de 4 horas de trabalho por dia apenas, obrigação sem vc ficar se sentindo um boi;
o dinheiro para conforto, prazer e vaidades, conseguia-se sacrificando ainda mais,
fazendo atividades com lixo ou cocô dos outros.
Nessa linha, poderiamos ter vários dinhieiros, tlvez quebrando dinheiro pra prazer (usado para comprar bebidas e drogas ou comidas saborosas) que só se recebia trabalhando bastante e dormindo pouco; dinheiro para vaidade (usado para comprar cirurgias plásticas, ou salão de beleza, ou academia ) que só se recebia indo no asilo limpar bunda de idoso, separando lixo orgânico, carpindo terra e compostando; e dinhiero para conforto( pessoas que fazem o trabalho para você, sofás muito confortáveis) p
e sussessibvamente
vários dinheiros
vocE poderia ser rico em um e pobre no outros
ia ter gente que hoje [e pobre ,
mas que ia ser rico em créditos para outros tipos de servíço que um rico hoje náo teria,
A por inclinaçao pessoal ia se encarregar das diferenças entre os homens
e iam ter varios tipos de riqueza e pobreza
com mais ricos e mais pobres e menos necessidades primarias inatendidas
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Pessoas que bebem muita água se dão bem na vida profissional
Pessoas que bebem muita água se dão bem na vida profissional.
Faça seu filho beber mais água
Pois quem bebe muita água, tem que interromper mas frequentemente os momentos de lazer, e vai se acostumando a se satisfazer com pouco.
Brasil, o país da água.
Beba o máximo de água possível,
e urine bastante. Urine para a vitória
segunda-feira, 7 de junho de 2010
PD- Partido Desmaniqueizador - propostas de reformas
No meu governo, todo idoso terá o direito de ser indigente.
Os shoppingcenteres estarão isentos do IPTU se oferecerem rigorosamente a extrutura mínima necessária para abrigar um grande numero de idosos, o que significa serem completamente arborizados e gramados por dentro como uma praça enorme, e terem gavetas de hotel japonês para os idosos indigentes dormirem dentro.
Os idosos que contribuiram durante a vida útil receberão gratuitamente cotas diárias das mais variadas drogas, para continuarem contribuindo com o entretenimento, dos jovens adultos e crianças simpatizantes ou usuários de drogas, que somente fazendo amizade com idosos será possível conseguir droga. E se a droga destruir sua família azar o teu; e se adroga destruir minha família azar o meu; que o homem está procriando que nem louco é pra ser destruído mesmo, e abaixo o mau Deus maniqueísta que impede a morte e a destruição de serem percebidas pelos humanos dominantes como naturais.
Os shoppingcenteres estarão isentos do IPTU se oferecerem rigorosamente a extrutura mínima necessária para abrigar um grande numero de idosos, o que significa serem completamente arborizados e gramados por dentro como uma praça enorme, e terem gavetas de hotel japonês para os idosos indigentes dormirem dentro.
Os idosos que contribuiram durante a vida útil receberão gratuitamente cotas diárias das mais variadas drogas, para continuarem contribuindo com o entretenimento, dos jovens adultos e crianças simpatizantes ou usuários de drogas, que somente fazendo amizade com idosos será possível conseguir droga. E se a droga destruir sua família azar o teu; e se adroga destruir minha família azar o meu; que o homem está procriando que nem louco é pra ser destruído mesmo, e abaixo o mau Deus maniqueísta que impede a morte e a destruição de serem percebidas pelos humanos dominantes como naturais.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
As etnias presenciais
http://www.youtube.com/watch?v=yAIqgQNtLdc
ah, mas tem que respeitar também porque é meio cultural isso, porque na internet qualquer risadinha vira um huahuahuahuahua, porque é muito mais fácil rir com três botões do que com o humor, apertilhar os dedos em cima deles em psicato é até gostosinho, e essa novinha que nasceram admirando o exemplo de adolescentes radicais que cultuavam a internet, já saíram do berço voando numa revistinha cheia de expressões mais expressivas e humores mais radicais e intensos do que os humores e expressões de toda a decadente família das etnias presenciais.
ah, mas tem que respeitar também porque é meio cultural isso, porque na internet qualquer risadinha vira um huahuahuahuahua, porque é muito mais fácil rir com três botões do que com o humor, apertilhar os dedos em cima deles em psicato é até gostosinho, e essa novinha que nasceram admirando o exemplo de adolescentes radicais que cultuavam a internet, já saíram do berço voando numa revistinha cheia de expressões mais expressivas e humores mais radicais e intensos do que os humores e expressões de toda a decadente família das etnias presenciais.
"Resenha http://www.youtube.com/watch?v=2s1w2NZrioE "
http://www.youtube.com/watch?v=2s1w2NZrioE
Uma cultura popular que se preze se sofistica em direção ao cúmulo da não-nobreza.
com a mesma prodigalidade com que a aristocracia um dia teve a intenção do luxo e da nobreza exorbitante
a cultura popular merecerá se esbaldar na não-nobreza.
com a queda do muro decidimos por não-optar o estado operário:porém a sêde pela não-nobreza não foi ofuscada pela falsa saciedade metaestável como o foi a causa operária:
e a premência por sobrepujar a nobreza
amadureceu em rumo a enterrá-la completamente,
e estamos rumando para um brado heróico e adrenalínico do frio e do alto de uma desafiadora e estratosférica montanha de não-nobreza.
Uma cultura popular que se preze se sofistica em direção ao cúmulo da não-nobreza.
com a mesma prodigalidade com que a aristocracia um dia teve a intenção do luxo e da nobreza exorbitante
a cultura popular merecerá se esbaldar na não-nobreza.
com a queda do muro decidimos por não-optar o estado operário:porém a sêde pela não-nobreza não foi ofuscada pela falsa saciedade metaestável como o foi a causa operária:
e a premência por sobrepujar a nobreza
amadureceu em rumo a enterrá-la completamente,
e estamos rumando para um brado heróico e adrenalínico do frio e do alto de uma desafiadora e estratosférica montanha de não-nobreza.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
mais mesa mais bar e menas futebór!
como assim o voto é secreto?
secreto é o buraco do meu cu de quatro.
o voto tem que ser discutudo, suas porca
e tem que ser não-exercido,
seus tudo-errado
secreto é o buraco do meu cu de quatro.
o voto tem que ser discutudo, suas porca
e tem que ser não-exercido,
seus tudo-errado
Contra a democracia
Devia ter a urna eletrônica de quatro em quatro anos
pra votar na seleção
primeiro você vota no esquema tático 4-3-3, 5-4-1, 4-2-2-2, 4-5-1 etc
depois vai preenchendo
"Quem vai na ponta direita?"
romário- 2445
cada jogador tem um cadastro
"quem vai no gol?"-pergunta a urna eletrônica
guilherme-6557
por aqui a fora,
sabia-se de cor e salteado
só que agora gardava-se segredo.
pra votar na seleção
primeiro você vota no esquema tático 4-3-3, 5-4-1, 4-2-2-2, 4-5-1 etc
depois vai preenchendo
"Quem vai na ponta direita?"
romário- 2445
cada jogador tem um cadastro
"quem vai no gol?"-pergunta a urna eletrônica
guilherme-6557
por aqui a fora,
sabia-se de cor e salteado
só que agora gardava-se segredo.
Contra o aniversário
Se você for comemorar seu aniversário
esteja ciente de que é uma cerimônia traiçoeira
que só existe para perpetuar a tradição da traição
Pois no seu aniversáro
é quem não aparece que dói
e você passa a não confiar em de quem você gostava
esteja ciente de que é uma cerimônia traiçoeira
que só existe para perpetuar a tradição da traição
Pois no seu aniversáro
é quem não aparece que dói
e você passa a não confiar em de quem você gostava
domingo, 23 de maio de 2010
Rock colorido
Quem gosta de rock colorido
é porque gosta de andar de roupa nova
porque roupa desbotada não serve
roupa desbotada não tem que ficar comprando outra
é porque gosta de andar de roupa nova
porque roupa desbotada não serve
roupa desbotada não tem que ficar comprando outra
domingo, 9 de maio de 2010
Pelo vazio!
pelo vazio!
É isso!
O hemocore não é ruim o rock colorido não é ruim o banda cine não é ruim!
O vazio é importante
porque quanto mais vazio o mainstream,
mais rápidas são as ondas
(e é mesmo internet gratis desmaterializando a música e o esforço de obtê-la)
e quanto mais rápidas as modas mudam
//putz eu tentei ser conciso pra não esquecer aonde queria chegar enquanto escrevia mas esqueci, mais uma vez...
qual era a vantagem das c
ah, sim: as crianças
o rock sempre foi musica pra jovem
e quanto mais vazio o rock,
mais está diminuindo a faixa etária do público alvo
o período das ondas está diminuindo a frequencia aumentando
as ondas estão indo e vindo cada vez mais rapidamente
e o rock está migrando dos jovens para as crianças,
que assim como elas tendem a nascer mexendo no computador melhor do que os adultos, tendem a nascer já mexendo melhor do que os jovens cada vez mais jovens
até que asssim como existem softwares (ou sites) com personagens e movimentos predefinidos (limitados, mas práticícimos) pra você criar animações num instante
já já vai ter softwares ou sites pra você cirar música num instante
aí nenhuma criança que tenha nascido mozart vai deixar de morrer mozart por falta de ter um piano em casa (somente as que não tiverem um compoutador em casa)
e se hoje a gente está ouvindo sertanejo universitário e rock colorido na moral
a gente vai ouvir na moral o que as crianças começarem a produzir quando começarem
primeiro elas vão começar fazendo músicas tipo da xuxa só que meio misturado com punk rock,
mas depois vão nos surpreender com o estilo sérgio malandro só que meio eletrônico
e depois vão arregaçar com maluquices somente idealizaveis por cabeças infantis,
idéias e ideais que os adultos e jovens nem usando doga conseguem fritar que nem uma criança que não sabe o que é micróbio e não tem medo de passar vergonha na frente de potenciais parceiros sexuais
esse mainstream esvaziante promete cada vez mais bons augúrios para o rock!
abrassubaco
É isso!
O hemocore não é ruim o rock colorido não é ruim o banda cine não é ruim!
O vazio é importante
porque quanto mais vazio o mainstream,
mais rápidas são as ondas
(e é mesmo internet gratis desmaterializando a música e o esforço de obtê-la)
e quanto mais rápidas as modas mudam
//putz eu tentei ser conciso pra não esquecer aonde queria chegar enquanto escrevia mas esqueci, mais uma vez...
qual era a vantagem das c
ah, sim: as crianças
o rock sempre foi musica pra jovem
e quanto mais vazio o rock,
mais está diminuindo a faixa etária do público alvo
o período das ondas está diminuindo a frequencia aumentando
as ondas estão indo e vindo cada vez mais rapidamente
e o rock está migrando dos jovens para as crianças,
que assim como elas tendem a nascer mexendo no computador melhor do que os adultos, tendem a nascer já mexendo melhor do que os jovens cada vez mais jovens
até que asssim como existem softwares (ou sites) com personagens e movimentos predefinidos (limitados, mas práticícimos) pra você criar animações num instante
já já vai ter softwares ou sites pra você cirar música num instante
aí nenhuma criança que tenha nascido mozart vai deixar de morrer mozart por falta de ter um piano em casa (somente as que não tiverem um compoutador em casa)
e se hoje a gente está ouvindo sertanejo universitário e rock colorido na moral
a gente vai ouvir na moral o que as crianças começarem a produzir quando começarem
primeiro elas vão começar fazendo músicas tipo da xuxa só que meio misturado com punk rock,
mas depois vão nos surpreender com o estilo sérgio malandro só que meio eletrônico
e depois vão arregaçar com maluquices somente idealizaveis por cabeças infantis,
idéias e ideais que os adultos e jovens nem usando doga conseguem fritar que nem uma criança que não sabe o que é micróbio e não tem medo de passar vergonha na frente de potenciais parceiros sexuais
esse mainstream esvaziante promete cada vez mais bons augúrios para o rock!
abrassubaco
domingo, 2 de maio de 2010
Expêriência da desarmonia
O pacote básico engloba
vários interesses conflitantes
várias carências codominantes
em cada mesmo ser humano.
É preciso pensar pra viver,
é preciso seguir seus impulsos.
Nem só de pensar, e nem só de presença vive um homem.
A vida é, até o fim,
uma fase de experimentação.
vários interesses conflitantes
várias carências codominantes
em cada mesmo ser humano.
É preciso pensar pra viver,
é preciso seguir seus impulsos.
Nem só de pensar, e nem só de presença vive um homem.
A vida é, até o fim,
uma fase de experimentação.
arte e ciência
A arte lírica se une à ciência
à medida em que uma obra confessional é um registro documental
monitorante de como os sentimentos humanos estão se comportando dentro de uma dada amostra
à medida em que uma obra confessional é um registro documental
monitorante de como os sentimentos humanos estão se comportando dentro de uma dada amostra
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Pelo top less e pelo moletom sem cueca
Fechando o musculinho da vagina
as mulheres bem treinadas conseguem até bloquear um estupro
só que isso é imoral demais para ser ensinado nas escolinhas do nosso país
então nossas mulheres machistas enfiam a viola no saco
com medo de serem violadas
as mulheres bem treinadas conseguem até bloquear um estupro
só que isso é imoral demais para ser ensinado nas escolinhas do nosso país
então nossas mulheres machistas enfiam a viola no saco
com medo de serem violadas
quarta-feira, 14 de abril de 2010
"Pelos traficantes, pela máfia" dentro de "Espermatozóides estéticos batendo"
Palhacinho:
Você já teve que telefonar para o seu provedor de internet para reclamar do serviço?
alguma vez na vida?
hahaha!, a vida inteira!
(e para a mamãe do minininho que já mechia no twitter e no orkut )
O seu celular eu sei que você vai gastando, vai gastando
e nunca para pra pensar que o minuto é, na verdade, caro demais?
(as vezes dá pra fazer um lanche com o dinheiro que você gasta pra telefonar perguntar pro seu amigo onde ele vai tomar o lanche dele!)
(e se tivesse ossos mais fortinhos dentro dos seus bracinhos, tinha puxado o estudante pela mochila, mas puxou pela provocacão)
E aposto que você tem tanto orgulho de fazer universidade que mal consegue reparar que você vai ser um profissional medíocre,
e tampouco consegue se indignar por saber que mesmo sendo medíocre ainda vai ter espaço para você na droga do mercado (ou, pelo menos para outro tão ou mais medíocre quanto você)
Você já aprendeu a ameaçar seu provedor com o procon?
(e prum indie de chapéu no shopping:)
Você já defendeu no bar que a internet deveria estatizar pre funcionar melhor? ou que qualquer isso ou aquilo deveria privatizar pra começar a funcionar?(você é um neoliberal, ou um não-neoliberal?)
Se sim, você tava errado!
(disse mordaz apontando na cara e ridicularizando, um bebezinho no colo da mamãe que ia passando muito perto dele nesta hora)
pllll - fez uma careta pra esculachar o bebezinho
Porque na máfia, mano,
na máfia se você pisa na bola a gente te apaga, brôto.(como brôto?)
Por isso que aqui nossos funcionários são ponta firme, e nossa tecnologia é de ponta.
Por isso que quem passa em concurso público fica recebendo dinheiro pra sempre, pra ser sempre cada vez mais indolente,
por isso que a máfia não pode morrer,
por isso que as droga e as bebidas não pode legalizar:
porque daí estariam privatizando/estatizando o tráfico
(o seguranç que já tinha chegado algumas palavras antes, só agora deu uma tussidinha e olhou feio pro palhaço)
mas o tráfico tem que continuar na mão da máfia, enriquecendo a máfia, brôto,
porque a máfia é o único bagúlio que tá fora da casinha que nego tem arma e pinto duro pra botar meno na casinha, podê?
(no que ele tava na metade do que dizer a seguir
o mendigo pensou de si pra si
que já estava cansado de ver esses oradores ficando malucos nessas loucuras de discurso no shopping
repetiu a frase para um menininho de óculos bem grossos que o pai usava óculos também, mas que estava acreditando demais no que o palhaço estava falando para perceber o mendigo respirando hálito ruim pertinho da boca e outras mucosas do seu filhinho)
Se você é socialista ou anarquista, você só vai oscilar na pacata linha entre ficar um pouco nervoso de vez em quando se agremia com outros esquerdas, até, no máximo, o perder o sono e se estressar impotente até a morte e ir pra campa tentando se orgulhar de haver, no máximo no máximo arrebanhado/perturbado mais um ou outro coraçãozinho impotente - mas o seu partido nunca vai ser eleito, porque os seus irmãos humanos nunca jamais vão aceitar que as eleições acabem (assumo aqui que você, 2010, já tenha se dado conta de que as eleições são uma ilusão...), e a esquerda sempre vai perder nas eleições;
agora,
se você é da máfia, brôto, aí você vai entender porque os melhores crentes são os tementes a Deus,
porque se você é da máfia, brôto, você vai ter o temor de pisar na bola,
e vai tomar jeito nessa vida sem vergonha que você leva, brôto,
você vai ter a elegância dos que não vacilam nunca.
Segurança:
Aê, bonito, cabou, agora vamo voltar pro trabalho.
Palhaço:
Sim, só queria tar deixando meu contato pra galera aqui add no msn no orkute ou no twitter, sempre Pierrot Inconformado, e o email também, é tudo junto do jeito que fala @ hotmail . com
Segurança:
Tá bom, deixou aí já o recadiu, certo?
agora vamo todo mundo voltar pros nossos afazeres...
Palhaço:
Só distribuir o papelzinho aqui das próximas intervenções
eu já tenho uma série de fãs que admiram o meu trabalho, que me seguem me acompanham de perto todas -ou quase todas, que ninguém é de ferro-, mas que acompanham sempre todas as minhas intervenções, sabe? Tanto que eles ficam meio disfarçado, ó, mas aquele homem de meia idade lá dentro (apontou pra qualquer um em qualquer loja...) olhando um tênis modernoso lá, que tá fingindo que não tá me escutando (...vix, mas, dentro da loja, não tava escutando mesmo...), aquele é o Eduardo, que tem uma loja de informática (...inventou essa profissão pela cara, e pra ver se dava um prestígio, quem sabe, ser proprietário de uma loja de vendas de computadores)
(o segurança até deixou ele falando mais um pouco,
porque a história era convincênte
o que aliás ele não se questionou nem por um minuto)
Palhaço:
(rapido raciocínio convincente e confuso, e ávido de aproveitar qualquer moralzinha que lhe derem)
Então eu mesmo vou contar pra vocês a pergunta que eu fiz pro doutor Eduardo que botou ele pra fundir a cuca?
Você já teve que telefonar para o seu provedor de internet para reclamar do serviço?
alguma vez na vida?
hahaha!, a vida inteira!
(e para a mamãe do minininho que já mechia no twitter e no orkut )
O seu celular eu sei que você vai gastando, vai gastando
e nunca para pra pensar que o minuto é, na verdade, caro demais?
(as vezes dá pra fazer um lanche com o dinheiro que você gasta pra telefonar perguntar pro seu amigo onde ele vai tomar o lanche dele!)
(e se tivesse ossos mais fortinhos dentro dos seus bracinhos, tinha puxado o estudante pela mochila, mas puxou pela provocacão)
E aposto que você tem tanto orgulho de fazer universidade que mal consegue reparar que você vai ser um profissional medíocre,
e tampouco consegue se indignar por saber que mesmo sendo medíocre ainda vai ter espaço para você na droga do mercado (ou, pelo menos para outro tão ou mais medíocre quanto você)
Você já aprendeu a ameaçar seu provedor com o procon?
(e prum indie de chapéu no shopping:)
Você já defendeu no bar que a internet deveria estatizar pre funcionar melhor? ou que qualquer isso ou aquilo deveria privatizar pra começar a funcionar?(você é um neoliberal, ou um não-neoliberal?)
Se sim, você tava errado!
(disse mordaz apontando na cara e ridicularizando, um bebezinho no colo da mamãe que ia passando muito perto dele nesta hora)
pllll - fez uma careta pra esculachar o bebezinho
Porque na máfia, mano,
na máfia se você pisa na bola a gente te apaga, brôto(como broto? Uma máfia brasa-mora?).
domingo, 21 de março de 2010
PWPA - Partido Web Pré-Anarquista - Propostas de reformas administrativas e sociais para as eleições presidenciais
No meu governo, todo cidadão todo dia irá receber em sua caixa de emails vagas para freelancers em cada uma das profissões possíveis.
E vai ter dito, "Quem quiser amanhã trabalhar disso, confirme agora e amanhã é só colar em tal pico tal hora e já é pra uma jornada de tantas horas e tal."
E já ia ter o link no youtube de tutorial para aprender a realizar aquele trabalho, que hoje em dia pós-fordismo cada dia maior parte dos trabalhos são cada vez menos difíceis de fazer (e fazer tutoriais das profissões já seria em si um tutorial de uma profissão.
Quem quisesse ficar em casa era só não confirmar email nenhum..
Mas não ia sobrecarregar minha caixa de email?
r: não, porque começava a trabalhar desde pequeno quem quisesse, e pouquissimas profissões eram possíveis para crianças em idade inicial. Gradualmente vão aparecendo mais e mais trabalhos conforme juventude, ou menos e menos trabalhos conforme velhice.Os freelancers que você já fez e não gostou, ou que não quiser nem fazer, vc já clica que não quer e nem recebe mais emails deles a não ser que volte a querer; e os que freelancers que já foram preenchidos ou que já são de ontem somem sozinhos da sua caixa de emails pra você não precisar ficar administrando, mas se quiser por curiosidade dava pra ver também.
Mas e essa coisa de tutorial, não dá pra aprender mesmo qualquer profissão por tutorial de um dia pro outro?
r: Ah, dá ué. Primeiro que nas escolas de ensino médio e fundamental não vai ter mais matemática nem física nem geografia nem história, e sim Dança ou Alongamento, Canto ou Impostação Vocal e tchan tchan tchan tchan Autodidatismo, matéria durante a qual dia a dia o aluno tem um prazo de algumas horas pra entregar uma lista de exercícios de matemática, química, biologia, história, literatura etc... assim ele irá aprender indiretamente as chamadas matérias importantes, como exercício da matéria realmente importante nessa vida, que é saber se virar... com prática desde a infância de Autodidatismo, o homem médio vai ser não burro como hoje, nem tão Pouco Inteligente como os gênios de hoje, mas sim vai ter realmente uma cabeça boa.
E se a profissão for mais difícil muito mesmo ele pode ficar talvez mais de um dia se preparando, e o google presta automaticamente um relatório de quais tutoriais ele assistiu, e se assistiu inteiro, e se assistiu pausadamente mesmo, nos momentos estatisticamente mais reassisitidos pra não poder só largar o computador ligado passando e ir beber água. Se ele clicou em links de wikipédia para aprofundar o que não conhecia, se fez pesquisas de imagens, diagramas, grupos de discussão. Aí se parecer que ele estudou mesmo, só assim chega o email pra ele oferecendo aquele freelancer.
E é claro, se ele fez mal o trabalho, ele não recebe mais aquele email por um tempo, a não ser que se percebe que ele estudou mais, aí vem outra chance se ele quiser.
Os algorítmos e matrizes comutacionais monitorariam estatísticamente todos os individos e processariam organizadinhamente todos os dados, e a oferta de empregos seria completamente personalizada.
Todos os dias da semana seriam iguais, você fica em casa de feriado no dia em que quiser. Assim ninguém é obrigado a ser ambicioso
Como assim "ambicioso"?
r: É, porque hojendia mesmo que você não é ambicioso, mas é inteligente e envorvido e acabou arrumando um trabalho que ganha bem, mas que trabalha muito, você não vale as vezes a pena largar o emprego pra viver uma vida mais modesta e mais tranquila, você é obrigado a ser ambicioso, trabalhar por domingo a domingo dezenas-vígula-unidades de horas a fio.
Tipo, "pô ontem eu analizei vários dados de resultados laboratoriais de medicina e ganhei salário de médico, hoje posso ficar modestamente de boa pelo resto do mês, só ouvindo minhas musiquinha e fumando em casa" tipo assim.
os velhos que não puderem trabalhar de nada ou tem que ter dinheiro acumulado ou já morrem mesmo, ou podem ser sustentados por alguém, mas isso não deverá ser encorajado.
Mas e se todo mundo quiser fazer um trabalho e ninguém quiser fazer outro?
r: essa é a vantagem do bagulho ser somputacionalizado algoritmizado e matricial: trabalho que todo mundo quer fazer só faz quem declarar interesse primeiro, e o salário vai diminuindo até atingir um equilíbrio dinâmico metaestável, e a mesma coisa o contrário, se ninguém quiser fazer determinado serviço, a paga dele sobe progressivamente conforme a urgência e o aumento de demanda. Por esse sistema é esperado que se levem a desaparecer as necessidades supérfluas, tipo indústrias de badulaques e objetos de consumo supérfluos, se não houver demanda por algum produto, o salário de quem o produz não crescer e ninguém quiser trabalhar de produzí-lo ele tende a sumir do mercado.
E vai ter dito, "Quem quiser amanhã trabalhar disso, confirme agora e amanhã é só colar em tal pico tal hora e já é pra uma jornada de tantas horas e tal."
E já ia ter o link no youtube de tutorial para aprender a realizar aquele trabalho, que hoje em dia pós-fordismo cada dia maior parte dos trabalhos são cada vez menos difíceis de fazer (e fazer tutoriais das profissões já seria em si um tutorial de uma profissão.
Quem quisesse ficar em casa era só não confirmar email nenhum..
Mas não ia sobrecarregar minha caixa de email?
r: não, porque começava a trabalhar desde pequeno quem quisesse, e pouquissimas profissões eram possíveis para crianças em idade inicial. Gradualmente vão aparecendo mais e mais trabalhos conforme juventude, ou menos e menos trabalhos conforme velhice.Os freelancers que você já fez e não gostou, ou que não quiser nem fazer, vc já clica que não quer e nem recebe mais emails deles a não ser que volte a querer; e os que freelancers que já foram preenchidos ou que já são de ontem somem sozinhos da sua caixa de emails pra você não precisar ficar administrando, mas se quiser por curiosidade dava pra ver também.
Mas e essa coisa de tutorial, não dá pra aprender mesmo qualquer profissão por tutorial de um dia pro outro?
r: Ah, dá ué. Primeiro que nas escolas de ensino médio e fundamental não vai ter mais matemática nem física nem geografia nem história, e sim Dança ou Alongamento, Canto ou Impostação Vocal e tchan tchan tchan tchan Autodidatismo, matéria durante a qual dia a dia o aluno tem um prazo de algumas horas pra entregar uma lista de exercícios de matemática, química, biologia, história, literatura etc... assim ele irá aprender indiretamente as chamadas matérias importantes, como exercício da matéria realmente importante nessa vida, que é saber se virar... com prática desde a infância de Autodidatismo, o homem médio vai ser não burro como hoje, nem tão Pouco Inteligente como os gênios de hoje, mas sim vai ter realmente uma cabeça boa.
E se a profissão for mais difícil muito mesmo ele pode ficar talvez mais de um dia se preparando, e o google presta automaticamente um relatório de quais tutoriais ele assistiu, e se assistiu inteiro, e se assistiu pausadamente mesmo, nos momentos estatisticamente mais reassisitidos pra não poder só largar o computador ligado passando e ir beber água. Se ele clicou em links de wikipédia para aprofundar o que não conhecia, se fez pesquisas de imagens, diagramas, grupos de discussão. Aí se parecer que ele estudou mesmo, só assim chega o email pra ele oferecendo aquele freelancer.
E é claro, se ele fez mal o trabalho, ele não recebe mais aquele email por um tempo, a não ser que se percebe que ele estudou mais, aí vem outra chance se ele quiser.
Os algorítmos e matrizes comutacionais monitorariam estatísticamente todos os individos e processariam organizadinhamente todos os dados, e a oferta de empregos seria completamente personalizada.
Todos os dias da semana seriam iguais, você fica em casa de feriado no dia em que quiser. Assim ninguém é obrigado a ser ambicioso
Como assim "ambicioso"?
r: É, porque hojendia mesmo que você não é ambicioso, mas é inteligente e envorvido e acabou arrumando um trabalho que ganha bem, mas que trabalha muito, você não vale as vezes a pena largar o emprego pra viver uma vida mais modesta e mais tranquila, você é obrigado a ser ambicioso, trabalhar por domingo a domingo dezenas-vígula-unidades de horas a fio.
Tipo, "pô ontem eu analizei vários dados de resultados laboratoriais de medicina e ganhei salário de médico, hoje posso ficar modestamente de boa pelo resto do mês, só ouvindo minhas musiquinha e fumando em casa" tipo assim.
os velhos que não puderem trabalhar de nada ou tem que ter dinheiro acumulado ou já morrem mesmo, ou podem ser sustentados por alguém, mas isso não deverá ser encorajado.
Mas e se todo mundo quiser fazer um trabalho e ninguém quiser fazer outro?
r: essa é a vantagem do bagulho ser somputacionalizado algoritmizado e matricial: trabalho que todo mundo quer fazer só faz quem declarar interesse primeiro, e o salário vai diminuindo até atingir um equilíbrio dinâmico metaestável, e a mesma coisa o contrário, se ninguém quiser fazer determinado serviço, a paga dele sobe progressivamente conforme a urgência e o aumento de demanda. Por esse sistema é esperado que se levem a desaparecer as necessidades supérfluas, tipo indústrias de badulaques e objetos de consumo supérfluos, se não houver demanda por algum produto, o salário de quem o produz não crescer e ninguém quiser trabalhar de produzí-lo ele tende a sumir do mercado.
PWPA - Partido Web Pré-Anarquista - Propostas de reformas para as eleições presidenciais
No meu governo tudo o que for realizado com cada centavo de cada município será transparentemente prestado contas na web, no site de cada cidade, oto de cada estado e oto do país.
Nenhuma decisão governamental poderá ser tomada sem o intermédio de um software que disponibiliza na internet dados em níveis acessíveis de detalhamento, atualizados em tempo real.
E a fiscalização será realizada tão somente por voluntários, ou seja, cidadãos que com não mais do que o sentimento de obrigatoriedade que sentem de ler o jornal e/ou ver notícias na televisão provavelmente quererão também dar todo fim do dia uma acessadinha ou não só pra ver o que foi acontecido, e é claro que vai ter espaço para críticas e a maior facilidade do mundo em comentar cronicizar e renviar para múltiplos destinatários de email menos assíduos tudo o que lhe parecer uso inadequado/ineficiente de dinheiro público, bem como toda decisão organizativa ou legislativa que lhe parecer filiada a um código de valores não-razoável, a fim de desenrolar abaixos-assinados abaixo-desaprovados e requisições de que se volte atrás com o que se der e que se castiguem reincidências abusivas.
É esperado que os municípios lentamente se estigmatizem por maior ou menor tendenciosidade de valores, ex.: Fulanolândia tem uma administração muito cristã, então os cristãos das cidades vizinhas tendem a irem morar lá, e os não-cristãos tenderão a se retirar incomodados que se retirem; Cicranópolis tem uma admistração muito libertária, então os libertários tenderão a comprar terreno lá e os não-libertários tenderão a migrar para outra cidade e assim sucessivamente.
Assim as pessoas tenderão ou a se entender melhor entre si, ou pelo menos a se perceber melhor a si mesmos, a questionar e esculpir seus próprios valores, caso se sintam deslocados onde achariam que iriam se dar bem. Todos os que se sentirem deslocados, teriam mais interesse em conhecer e compreender culturas diferentes pois estariam na busca por si mesmos e na busca de outro lugar para morar, e nessa busca da qual não se pode fugir, se veriam interessados em conhecer a pluralidade, o que exercitaria sua tolerância, e os homens se tornariam progressivamente mais tolerantes. É claro que, com a atual possibilidade de se fazer amigos à distância, teríamos, como hoje já temos, novos amigos em outras cidades, os quais quereríamos visitar; e ao visitá-los, em situação de visita, seríamos bem recebidos como forasteiros, e tanto nossos costumes e valores alienígenas seriam lá mais perdodos por respeito legítimo ao extrangeiro, quanto cada um de nós mesmos tenderíamos a procurar, ao menos nessas situações extraordinárias de visita, a flexibilizar nosso chiitismo e procurar nos adequar aos usos e costumes de cada agremiação humana a que nos virmos temporariamente inseridos.
As cidades como uns todos perceberão com maior nitidez a relação entre o desenvolvimento de uma sociedade e os valores que ela adota: caso uma cidade vire capital de comércio disso, ou destaque em exportação daquilo, tenha uma explosão demográfica ou uma proliferação da criminalidade ou mendicância, será inevitável que pululem os teorizacionismos leigos pretendentes de explicar o mundo à sua volta por reações de causa e efeito, e retornaremos a tempos melhores em que os velhos pensavam nas praças em lugar de definhar de pijama nas garagens vendo os tomóveis passar.
**
Nenhuma decisão governamental poderá ser tomada sem o intermédio de um software que disponibiliza na internet dados em níveis acessíveis de detalhamento, atualizados em tempo real.
E a fiscalização será realizada tão somente por voluntários, ou seja, cidadãos que com não mais do que o sentimento de obrigatoriedade que sentem de ler o jornal e/ou ver notícias na televisão provavelmente quererão também dar todo fim do dia uma acessadinha ou não só pra ver o que foi acontecido, e é claro que vai ter espaço para críticas e a maior facilidade do mundo em comentar cronicizar e renviar para múltiplos destinatários de email menos assíduos tudo o que lhe parecer uso inadequado/ineficiente de dinheiro público, bem como toda decisão organizativa ou legislativa que lhe parecer filiada a um código de valores não-razoável, a fim de desenrolar abaixos-assinados abaixo-desaprovados e requisições de que se volte atrás com o que se der e que se castiguem reincidências abusivas.
É esperado que os municípios lentamente se estigmatizem por maior ou menor tendenciosidade de valores, ex.: Fulanolândia tem uma administração muito cristã, então os cristãos das cidades vizinhas tendem a irem morar lá, e os não-cristãos tenderão a se retirar incomodados que se retirem; Cicranópolis tem uma admistração muito libertária, então os libertários tenderão a comprar terreno lá e os não-libertários tenderão a migrar para outra cidade e assim sucessivamente.
Assim as pessoas tenderão ou a se entender melhor entre si, ou pelo menos a se perceber melhor a si mesmos, a questionar e esculpir seus próprios valores, caso se sintam deslocados onde achariam que iriam se dar bem. Todos os que se sentirem deslocados, teriam mais interesse em conhecer e compreender culturas diferentes pois estariam na busca por si mesmos e na busca de outro lugar para morar, e nessa busca da qual não se pode fugir, se veriam interessados em conhecer a pluralidade, o que exercitaria sua tolerância, e os homens se tornariam progressivamente mais tolerantes. É claro que, com a atual possibilidade de se fazer amigos à distância, teríamos, como hoje já temos, novos amigos em outras cidades, os quais quereríamos visitar; e ao visitá-los, em situação de visita, seríamos bem recebidos como forasteiros, e tanto nossos costumes e valores alienígenas seriam lá mais perdodos por respeito legítimo ao extrangeiro, quanto cada um de nós mesmos tenderíamos a procurar, ao menos nessas situações extraordinárias de visita, a flexibilizar nosso chiitismo e procurar nos adequar aos usos e costumes de cada agremiação humana a que nos virmos temporariamente inseridos.
As cidades como uns todos perceberão com maior nitidez a relação entre o desenvolvimento de uma sociedade e os valores que ela adota: caso uma cidade vire capital de comércio disso, ou destaque em exportação daquilo, tenha uma explosão demográfica ou uma proliferação da criminalidade ou mendicância, será inevitável que pululem os teorizacionismos leigos pretendentes de explicar o mundo à sua volta por reações de causa e efeito, e retornaremos a tempos melhores em que os velhos pensavam nas praças em lugar de definhar de pijama nas garagens vendo os tomóveis passar.
**
quarta-feira, 17 de março de 2010
Profecias portuguesas #1 - O conto do homem-jacaré
O homem-jacaré foi visitar a europa e caiu no esgoto e molhou a roupa do corpo e o casaquinho
teve que lavar com sabonetes de hotel e deixar secando secando e pelado, mas no friou da europa o ar úmido e não secava não secava
ele ficava perto dos bares noturnos, porque quem dorme o carro fica esfriádo,
mas que bebe acordado o motor ainda está quentinho e era perto os bar e famácia de noite
ele entrava debaixo dos carros que acabavam de estacionar sem ser visto, para aproveitar o calorzinho,
e êfiáva a cabeçinha de pra fora para olhar a rua e via o carro parando lá diante
e saia correndo pra entrar embaixinho que recém parado eram os cada vez mais quentinhos
tinha que matar gato ne vezes, que curte tamém os buraco de motor,
ou fazer amizade afetiva
Efiáva a cabecinha fora por baixo e via de longe as dupla luz vermelha do estacionando e saia exercício físicorredo que esquentava também e úpa mergulhava até de tão frio e pressa prática pra debaixo do quentinho
E como era perto dos bar que paravom os carro, era também perto dos bar que caía as latinha, empesár de ser na oierópa, e era nas latinha que ele matava que tinha o que beber nutrir, e foi ficando de guardar latinhas pra deixar formar gugumelo embaixo de onde tinha deixado suas roupas do corpo e casaquinho secando eternamente
e a chupando proteína de ugomelo e entrando nos calorzinho que sidapitou e foi pegando perícia de mergulhar no asfalto de barriga tchibum pra dibaxo dos tomóveo
E que ia andano só de rastejandinho que rápido que nêu zastrás e tibum
foi pegano côuro de jacaré de asfalto e no frio da ourópa até homim é peciôlotérmoco
e dieta bem oternatíava de que mamãin sinou, só que era timidinho pra pedir esmola, e apanhar também de não falar os idiomas, então foi assim que foi morando no debaixo dos tomóvel pelado e invisîvo, e chegou na europa ómem mas virou que foi o homem-jacaré, que rasgava lumíno no dente, e passava graxa quente pra ficar preto e tomar sol demanhã cedo.
O homem-jacaré copulava era nos gato e nas mendiga quando ficou forte de gôûmelo, e teve descendentes lamarquistas que começaram a comer lixo e só saír do esgôto no verão e migraro pros etadosunido que lá tinha mais lixo e começaram a morder as pernas das pessoas
depois teve exército e foro morar no mar bem lá no fundo fundo que aguentasse uma pressão colunadiágua as casca de ralar no asfalto e fcavam perto dos vulcãozinho bacteriológico que soltava enxofre quente, ahhh, mas antes antes cabaro os tomóvio de petróleo porque tava mal pros negócios as tal de infestação de homem-jacarés, e os carro de não-petróleo tavam só na gaveta e foi só tirar fazia tempo por favor dos sheiks orientemediúnicos que tinham petróleo e poder bastante para obrigar as convenções de que petróleo era poder, assim tinham petróleo e vice versa e poder também
Aí teve o terromoto e mordero tudo os ome jacarés, e só sobrou os carro de não-petróleo mesmo dessa histrória toda.
teve que lavar com sabonetes de hotel e deixar secando secando e pelado, mas no friou da europa o ar úmido e não secava não secava
ele ficava perto dos bares noturnos, porque quem dorme o carro fica esfriádo,
mas que bebe acordado o motor ainda está quentinho e era perto os bar e famácia de noite
ele entrava debaixo dos carros que acabavam de estacionar sem ser visto, para aproveitar o calorzinho,
e êfiáva a cabeçinha de pra fora para olhar a rua e via o carro parando lá diante
e saia correndo pra entrar embaixinho que recém parado eram os cada vez mais quentinhos
tinha que matar gato ne vezes, que curte tamém os buraco de motor,
ou fazer amizade afetiva
Efiáva a cabecinha fora por baixo e via de longe as dupla luz vermelha do estacionando e saia exercício físicorredo que esquentava também e úpa mergulhava até de tão frio e pressa prática pra debaixo do quentinho
E como era perto dos bar que paravom os carro, era também perto dos bar que caía as latinha, empesár de ser na oierópa, e era nas latinha que ele matava que tinha o que beber nutrir, e foi ficando de guardar latinhas pra deixar formar gugumelo embaixo de onde tinha deixado suas roupas do corpo e casaquinho secando eternamente
e a chupando proteína de ugomelo e entrando nos calorzinho que sidapitou e foi pegando perícia de mergulhar no asfalto de barriga tchibum pra dibaxo dos tomóveo
E que ia andano só de rastejandinho que rápido que nêu zastrás e tibum
foi pegano côuro de jacaré de asfalto e no frio da ourópa até homim é peciôlotérmoco
e dieta bem oternatíava de que mamãin sinou, só que era timidinho pra pedir esmola, e apanhar também de não falar os idiomas, então foi assim que foi morando no debaixo dos tomóvel pelado e invisîvo, e chegou na europa ómem mas virou que foi o homem-jacaré, que rasgava lumíno no dente, e passava graxa quente pra ficar preto e tomar sol demanhã cedo.
O homem-jacaré copulava era nos gato e nas mendiga quando ficou forte de gôûmelo, e teve descendentes lamarquistas que começaram a comer lixo e só saír do esgôto no verão e migraro pros etadosunido que lá tinha mais lixo e começaram a morder as pernas das pessoas
depois teve exército e foro morar no mar bem lá no fundo fundo que aguentasse uma pressão colunadiágua as casca de ralar no asfalto e fcavam perto dos vulcãozinho bacteriológico que soltava enxofre quente, ahhh, mas antes antes cabaro os tomóvio de petróleo porque tava mal pros negócios as tal de infestação de homem-jacarés, e os carro de não-petróleo tavam só na gaveta e foi só tirar fazia tempo por favor dos sheiks orientemediúnicos que tinham petróleo e poder bastante para obrigar as convenções de que petróleo era poder, assim tinham petróleo e vice versa e poder também
Aí teve o terromoto e mordero tudo os ome jacarés, e só sobrou os carro de não-petróleo mesmo dessa histrória toda.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Lya Luft, padroeira dos blogueiros
Se expressar é não ter medo de ser ingênuo,
porque você publicando algo que pode até sair por acaso no google de qualquer um e ler,
vc não consegue não pensar imparcial de si.
Fica fácil praticar a autocrítica,
-se não vier na hora, é só ler seus posts mais entusiasmados depois de uns dias.. parecem ingênuos e comprometedores.
Mas de tanto pensar isso de si mesmo,
aprendem-se variadas técnicas de apontar o dedo para o ingênuo,
vários macetes para encontrar ingenuidade nas opiniões,
até que, um belo dia,
você vê um célebre e já vivido escritor escrevendo uma crônica em um jornal de grande circulação
e consegue enxergar tanta ingenuidade que até lhe ofusca toda a sabedoria.
Então é isso mesmo:
"a ingenuidade não existe mesmo
só o que existe é a perversão.
(mas se é que a ingenuidade existe
que me pegue ela de calças na mão...)"
"Iverdade vos digo" , im: "Versos não-vernáculos"
porque você publicando algo que pode até sair por acaso no google de qualquer um e ler,
vc não consegue não pensar imparcial de si.
Fica fácil praticar a autocrítica,
-se não vier na hora, é só ler seus posts mais entusiasmados depois de uns dias.. parecem ingênuos e comprometedores.
Mas de tanto pensar isso de si mesmo,
aprendem-se variadas técnicas de apontar o dedo para o ingênuo,
vários macetes para encontrar ingenuidade nas opiniões,
até que, um belo dia,
você vê um célebre e já vivido escritor escrevendo uma crônica em um jornal de grande circulação
e consegue enxergar tanta ingenuidade que até lhe ofusca toda a sabedoria.
Então é isso mesmo:
"a ingenuidade não existe mesmo
só o que existe é a perversão.
(mas se é que a ingenuidade existe
que me pegue ela de calças na mão...)"
"Iverdade vos digo" , im: "Versos não-vernáculos"
Pelo Trabalho Infantil
Os valores coerentes com as aspirações da População Economicamente Ativa é que acabam sendo adotados como oficiais pela sociedade, com o respaldo do Aparelho de Estado.
Quando mais as crianças são impedidas de trabalhar,
quanto mais os vestibulares e as universidades e pós graduações e esse tal de ano extra do ensino fundamental cada vez mais envelhecem os ingressantes no mercado de trabalho,
mais e mais,
os valores que regem a nossa sociedade estão pareados com o estilo de vida dos que já estão na decadência da vida: os adultos que constituiram família.
Se as crianças trabalhassem,
mesmo que proibidas de trabalhar mais do que um tanto,
a família não iria se agregar em torno das relações de dependência.
Famílias mal estruturadas não continuariam aos trancos e barrancos se os filhos pequenos tivessem independência financeira e pudessem sair de casa. Visitariam suas mamães quando quisessem, e com a saudade sairia tudo às maravilhas.
Mesmo que proibidas de exeder uma carga horária diária ou, de preferência, semanal,
as crianças trabalhariam um tanto o bastante para levar uma vida independente e modesta, aprendendo que a decisão de se independente lhes custaria o abandono da ambição e consumismo.
Perguntas frequentes:
-As crianças financeiramente independentes não iriam cair na droga?
r: Podim atér caírem,
mas aí os que teem propensão a reflexão e autoconhecimento das três uma:
ou encontrariam seu jeito de usar droga tirando só o melhor proveito;
ou parariam de usar droga assim que a conhecessem bem caso descobrissem que ela não se adequa a seus propósitos;
ou morririam de ovirdose antes da idade reprodutiva, contribuindo assim para a seleção dos indivíduos que sabem lidar bem com a droga e para a extinção dos genes humanos que não se dão bem com as drogas.
**
O profeta Luquinhas o assim interpretou essa matéria de revista em sua coluna de crítica no pulitzer's award midtime officers post:
Porque o menino recebe no twiter oferta de, sei lá, passar cola em pedacinhos de couro em uma fabriqueta de calçado
já ganha uns 5 reais, ou 3 reais no fim do dia,
já compra uma cenoura crua com 0,25 centavos
e chega em casa batendo no peito:
como assim, não é hora de comer?
essa comida eu comprei com o dinheiro do meu trabalho honesto e suado,
vocês não vão me ensinar a comer só na hora que vocês têm fome!
E eu estou acordado até agora
é porque tenho prazo pra entregar esses gabaritos conferidos, e vou vendo televisão só pra estimular um pouco mais o meu cérebro, sabe? Então para de me mandar ir dormir, senão eu vou achar que você está tentando me impedir de conquistar a minha voz ativa sob o sol da legislação, que somente fertiliza a tez dos integrantes da população economicamente ativa? - afinal, se os vizinhos prezam pelo som alto a bebida até tarde da noite, e os vizinhos precisam dormir cedo pra acordar cedo trabalhar
existe foi a polícia mas é para cumrpir as leis que protegem o interesse de quem?
de quem vai trabalhar,
porque quem festeja não paga impostos...-
vocês querem me impedir de ser contemplado por incisos nos artigos e parágrafos da legislação?
E quer saber?
Eu não quero tomar esses remédios qualquer febrinha que me dá!
quero que meu corpo fique doentinho de vez em quando, cacête... faltar na escola, poder ficar vendo desenho e comendo bastante lanchinho gostoso e suco...
e não preciso dessa bosta de detergente,
que você fala que eu sou teimoso quando digo que o gosto do detergente passa pra comida, que você não consegue nem sentir nada de detergente na comida não
pois então pode deixar que eu mesmo lavo meus pratos, que eu passo uma aguinha neles e esfrego com a mão logo depois de levantar da mesa, que a comida ainda não virou casquinha,
vou lá e passo uma aguinha, esfrego com a mão,
e enchugo com um pedacinho de pão fresquinho, que eu compro também o meu,
porque vocês compram o pão fresco na volta do trabalho, aí na noite eu não como pão que nem vocês -tomo um leite e como um vegetal barato-
e tenho que comer só pão amanhecido, então prefiro eu na volta da minha escola voltar a pé eu mesmo, e comprar meu pão no caminho,
que aí eu como meio fresco a tarde, na hora que eu gosto de comer pão, porque a noite eu perco o sono se eu como pão, e vocês não acreditam só porque o nutricionista é um cientista com diploma e eu sou só um molequinho
uma ova, o sono é meu e eu tou falando que ele me foge e eu não durmo,
nem se eu comer pão a noite
e nem se eu não largar o ventilador ligado a noite, porque eu preciso do ruído desse ventilador para conseguir dormir...
e eu já aprendi no googlog como que faz contas esse ventilador não encarece tanto as contas de luz porque eu já estou tomando banho bem rápido, só fico com 40 segundos de chuveiro ligado, não acredita?
e se quiser também eu pago na conta de energia o dinheiro equivalente ao gasto do ventilador do meu quarto, e, quer saber?: pago o dobro, pra vocês também dormirem com o ventilador ligado nos quartos de vocês pra vocês aprenderem o que é bom e que não vale a pena viver se não se puder dormir com o ventilador ligado...
Quando mais as crianças são impedidas de trabalhar,
quanto mais os vestibulares e as universidades e pós graduações e esse tal de ano extra do ensino fundamental cada vez mais envelhecem os ingressantes no mercado de trabalho,
mais e mais,
os valores que regem a nossa sociedade estão pareados com o estilo de vida dos que já estão na decadência da vida: os adultos que constituiram família.
Se as crianças trabalhassem,
mesmo que proibidas de trabalhar mais do que um tanto,
a família não iria se agregar em torno das relações de dependência.
Famílias mal estruturadas não continuariam aos trancos e barrancos se os filhos pequenos tivessem independência financeira e pudessem sair de casa. Visitariam suas mamães quando quisessem, e com a saudade sairia tudo às maravilhas.
Mesmo que proibidas de exeder uma carga horária diária ou, de preferência, semanal,
as crianças trabalhariam um tanto o bastante para levar uma vida independente e modesta, aprendendo que a decisão de se independente lhes custaria o abandono da ambição e consumismo.
Perguntas frequentes:
-As crianças financeiramente independentes não iriam cair na droga?
r: Podim atér caírem,
mas aí os que teem propensão a reflexão e autoconhecimento das três uma:
ou encontrariam seu jeito de usar droga tirando só o melhor proveito;
ou parariam de usar droga assim que a conhecessem bem caso descobrissem que ela não se adequa a seus propósitos;
ou morririam de ovirdose antes da idade reprodutiva, contribuindo assim para a seleção dos indivíduos que sabem lidar bem com a droga e para a extinção dos genes humanos que não se dão bem com as drogas.
**
O profeta Luquinhas o assim interpretou essa matéria de revista em sua coluna de crítica no pulitzer's award midtime officers post:
Porque o menino recebe no twiter oferta de, sei lá, passar cola em pedacinhos de couro em uma fabriqueta de calçado
já ganha uns 5 reais, ou 3 reais no fim do dia,
já compra uma cenoura crua com 0,25 centavos
e chega em casa batendo no peito:
como assim, não é hora de comer?
essa comida eu comprei com o dinheiro do meu trabalho honesto e suado,
vocês não vão me ensinar a comer só na hora que vocês têm fome!
E eu estou acordado até agora
é porque tenho prazo pra entregar esses gabaritos conferidos, e vou vendo televisão só pra estimular um pouco mais o meu cérebro, sabe? Então para de me mandar ir dormir, senão eu vou achar que você está tentando me impedir de conquistar a minha voz ativa sob o sol da legislação, que somente fertiliza a tez dos integrantes da população economicamente ativa? - afinal, se os vizinhos prezam pelo som alto a bebida até tarde da noite, e os vizinhos precisam dormir cedo pra acordar cedo trabalhar
existe foi a polícia mas é para cumrpir as leis que protegem o interesse de quem?
de quem vai trabalhar,
porque quem festeja não paga impostos...-
vocês querem me impedir de ser contemplado por incisos nos artigos e parágrafos da legislação?
E quer saber?
Eu não quero tomar esses remédios qualquer febrinha que me dá!
quero que meu corpo fique doentinho de vez em quando, cacête... faltar na escola, poder ficar vendo desenho e comendo bastante lanchinho gostoso e suco...
e não preciso dessa bosta de detergente,
que você fala que eu sou teimoso quando digo que o gosto do detergente passa pra comida, que você não consegue nem sentir nada de detergente na comida não
pois então pode deixar que eu mesmo lavo meus pratos, que eu passo uma aguinha neles e esfrego com a mão logo depois de levantar da mesa, que a comida ainda não virou casquinha,
vou lá e passo uma aguinha, esfrego com a mão,
e enchugo com um pedacinho de pão fresquinho, que eu compro também o meu,
porque vocês compram o pão fresco na volta do trabalho, aí na noite eu não como pão que nem vocês -tomo um leite e como um vegetal barato-
e tenho que comer só pão amanhecido, então prefiro eu na volta da minha escola voltar a pé eu mesmo, e comprar meu pão no caminho,
que aí eu como meio fresco a tarde, na hora que eu gosto de comer pão, porque a noite eu perco o sono se eu como pão, e vocês não acreditam só porque o nutricionista é um cientista com diploma e eu sou só um molequinho
uma ova, o sono é meu e eu tou falando que ele me foge e eu não durmo,
nem se eu comer pão a noite
e nem se eu não largar o ventilador ligado a noite, porque eu preciso do ruído desse ventilador para conseguir dormir...
e eu já aprendi no googlog como que faz contas esse ventilador não encarece tanto as contas de luz porque eu já estou tomando banho bem rápido, só fico com 40 segundos de chuveiro ligado, não acredita?
e se quiser também eu pago na conta de energia o dinheiro equivalente ao gasto do ventilador do meu quarto, e, quer saber?: pago o dobro, pra vocês também dormirem com o ventilador ligado nos quartos de vocês pra vocês aprenderem o que é bom e que não vale a pena viver se não se puder dormir com o ventilador ligado...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
A pressão pela especiação
Inverdade, em verdade, vos digo:
A Igualdade é uma utopia.
Em verdade, Inverdade, vos digo:
A desiguladade entre os homens é uma resposta da natureza em reação à nossa insistência em perseguir de maneiras falhas os nossos ideais idealizados de maneiras falhas.
Se a alma humana não tivesse esse valor convencional inestimável,
se o homicídio não fosse proibido,
os homens já se haveriam matado todos?
Se não se houvessem matado todos, sobrariam-se evoluídos-degenerados em lobos-do-homem?
Se agremiariam os mais bem sucedidos em classes aristocráticas, canibais ou não, exploradoras de outros grupos?
Se tendêssemos naturalmente à igualdade,
o faríamos de maneira muito mais legítima e estável, sem as muletas ideológicas da justiça falha que proibe o homicídio, a pena de morte, o aborto, nos indolentizando com uma falsa sensação de respaldo, mas que não dá conta da igualdade que pretende.
Ou então, se nossa tendência natural fosse à desigualdade:
o homem se degeneraria em lobo-do-homem
e os mais bem adaptados explorariam os menos bem adaptados.
A natureza exerceria, depois de milênios, uma pressão pela especiação, e os exploradores seriam uma espécie superior que explora as espécies inferiores.
Talvez, uma vez especiadas as espécies humanas,
as espécies exploradas se revoltassem,
e a revolta, como sempre, amadureceria em segredo.
Floreceria com a revolta, ideais de que o homem não deve ser lobo do homem
e assim, com um novo fenótipo e um novo genótipo, um outro homem se ergueria,
amputado de seus orgãos apodrecidos pelas gerações de vida indisiplinada
Por isso, inverdade, em verdade vos digo:
Qual a cigarra troca de pele para crescer
o homem já está, hoje, podre e apodrecendo,
e seu destino é trocar de pele, migrar para outra espécie humana
Só se salvará quando abrir mão de todas as facetas de sua cultura as quais impedem-no de evoluir biologicamente, pois assim, por uma coincidência predestinada, estará justamente abrindo com elas mão de todas as vaidades ideológicas que o mantém artificialmente estagnado num estado metaestável de desenvolvimento em que tende a não ser alcançado pelas forças harmonizadoras do equilíbrio natural.
A Igualdade é uma utopia.
Em verdade, Inverdade, vos digo:
A desiguladade entre os homens é uma resposta da natureza em reação à nossa insistência em perseguir de maneiras falhas os nossos ideais idealizados de maneiras falhas.
Se a alma humana não tivesse esse valor convencional inestimável,
se o homicídio não fosse proibido,
os homens já se haveriam matado todos?
Se não se houvessem matado todos, sobrariam-se evoluídos-degenerados em lobos-do-homem?
Se agremiariam os mais bem sucedidos em classes aristocráticas, canibais ou não, exploradoras de outros grupos?
Se tendêssemos naturalmente à igualdade,
o faríamos de maneira muito mais legítima e estável, sem as muletas ideológicas da justiça falha que proibe o homicídio, a pena de morte, o aborto, nos indolentizando com uma falsa sensação de respaldo, mas que não dá conta da igualdade que pretende.
Ou então, se nossa tendência natural fosse à desigualdade:
o homem se degeneraria em lobo-do-homem
e os mais bem adaptados explorariam os menos bem adaptados.
A natureza exerceria, depois de milênios, uma pressão pela especiação, e os exploradores seriam uma espécie superior que explora as espécies inferiores.
Talvez, uma vez especiadas as espécies humanas,
as espécies exploradas se revoltassem,
e a revolta, como sempre, amadureceria em segredo.
Floreceria com a revolta, ideais de que o homem não deve ser lobo do homem
e assim, com um novo fenótipo e um novo genótipo, um outro homem se ergueria,
amputado de seus orgãos apodrecidos pelas gerações de vida indisiplinada
Por isso, inverdade, em verdade vos digo:
Qual a cigarra troca de pele para crescer
o homem já está, hoje, podre e apodrecendo,
e seu destino é trocar de pele, migrar para outra espécie humana
Só se salvará quando abrir mão de todas as facetas de sua cultura as quais impedem-no de evoluir biologicamente, pois assim, por uma coincidência predestinada, estará justamente abrindo com elas mão de todas as vaidades ideológicas que o mantém artificialmente estagnado num estado metaestável de desenvolvimento em que tende a não ser alcançado pelas forças harmonizadoras do equilíbrio natural.
PDV - Partido Desvalorizador da Vida - Propostas de reformas constitucionais para as eleições presidenciais
"Se houvessemos sobrevivido até hoje sem a necessidade de haver criminalizado o homicídio ou de haver convencionalizado atribuír esse dito valor inestimável à vida e à alma humana (sic), talvez hoje nossa civilização estivesse a caminho de chegar a algum lugar."
excerto do livro "Jonas, o inconveniente", autor desconhecido
No meu governo nós iremos revisar todos os textos necessários para o funcionamento do aparelho administrativo-jurídico-governamental do Estado, e reescrevê-los com substituição de todos os mecanismos que tenham dentre as raízes de suas bases fundamentais o pressuposto de que a vida humana tenha algum valor.
E como há milênios as sociedades mais poderosamente dominantes e dominadoras têm concordado em adotar tal contrato, é certo que a referida revisão equivalerá, na prática, a uma radical reformulação de toda a sociedade.
Perguntas freqüentes:
-Mas os índices de criminalidade não vão aumentar se matar deixar de ser crime?
-Mas os ídices de mortalidade não vão aumentar se matar não for mais proibido?
-Os índices de violência não vão aumentar se as pessoas perderem o pudor de matar umas às outras?
Meu, sem nunca tirar as rodinhas da bicicleta você nunca vai aprender a andar de bicicleta.
Enquanto tivermos o conforto de saber que se o professor que moderadamente quiser ter autoridade perante nossa indisciplina está sujeito a ser exageradamente processado por abuso de poder pelos nossos papais adevogados, nós vamos continuar mal alfabetizados.
Assim, enquanto houver uma lei hiperprotetora zelando por nossos direitos e nossos deveres, nosso senso de responsabilidade será artificial.
Enquanto houver o medo de doer no inferno, nossa vontade de fazer o bem será, se não já insincera, insincerizada pelo Temor, que é maior e mais concreto do que a mera Simpatia Pela Solicitude...
....nossa rejeição à pratica do mal será igualmente menos genuína.
Se a alma humana não tivesse valor inestimável convencional nenhum, então estaríamos até hoje matando uns aos outros por qualquer desentendimento? Até hoje? É obrigatório duvidar.
E se sim, e se o homem houvesse, depois de séculos de uso da alma desvalorada, se degenerado em lobo do homem? Nossa raça estaria extinta? Percebam, das duas uma: ou o homem se já haveria, depois de séculos, se aniquilado a si mesmo - o que cada vez mais não parece uma idéia tão absurda...-, ou alguma forma de equilíbrio haveria de se haver establecido.
(mas, entendâmos que esta incógnita forma de equilíbrio para a existência do homem talvez não significasse uma Sociedade Global, nem com 6 milhões de pessoas....)
excerto do livro "Jonas, o inconveniente", autor desconhecido
No meu governo nós iremos revisar todos os textos necessários para o funcionamento do aparelho administrativo-jurídico-governamental do Estado, e reescrevê-los com substituição de todos os mecanismos que tenham dentre as raízes de suas bases fundamentais o pressuposto de que a vida humana tenha algum valor.
E como há milênios as sociedades mais poderosamente dominantes e dominadoras têm concordado em adotar tal contrato, é certo que a referida revisão equivalerá, na prática, a uma radical reformulação de toda a sociedade.
Perguntas freqüentes:
-Mas os índices de criminalidade não vão aumentar se matar deixar de ser crime?
-Mas os ídices de mortalidade não vão aumentar se matar não for mais proibido?
-Os índices de violência não vão aumentar se as pessoas perderem o pudor de matar umas às outras?
Meu, sem nunca tirar as rodinhas da bicicleta você nunca vai aprender a andar de bicicleta.
Enquanto tivermos o conforto de saber que se o professor que moderadamente quiser ter autoridade perante nossa indisciplina está sujeito a ser exageradamente processado por abuso de poder pelos nossos papais adevogados, nós vamos continuar mal alfabetizados.
Assim, enquanto houver uma lei hiperprotetora zelando por nossos direitos e nossos deveres, nosso senso de responsabilidade será artificial.
Enquanto houver o medo de doer no inferno, nossa vontade de fazer o bem será, se não já insincera, insincerizada pelo Temor, que é maior e mais concreto do que a mera Simpatia Pela Solicitude...
....nossa rejeição à pratica do mal será igualmente menos genuína.
Se a alma humana não tivesse valor inestimável convencional nenhum, então estaríamos até hoje matando uns aos outros por qualquer desentendimento? Até hoje? É obrigatório duvidar.
E se sim, e se o homem houvesse, depois de séculos de uso da alma desvalorada, se degenerado em lobo do homem? Nossa raça estaria extinta? Percebam, das duas uma: ou o homem se já haveria, depois de séculos, se aniquilado a si mesmo - o que cada vez mais não parece uma idéia tão absurda...-, ou alguma forma de equilíbrio haveria de se haver establecido.
(mas, entendâmos que esta incógnita forma de equilíbrio para a existência do homem talvez não significasse uma Sociedade Global, nem com 6 milhões de pessoas....)
excerto de carta a Rodrigo - O conforto e a gentileza, o conforto degenera o caráter, "abraçar estátuas" , o mal que já basta
quanto à questão do conforto, na verdade a intenção é um pouco mais ampla.
Quer dizer, mesmo levando em vista o que você falou, não, eu não acho que a vida já basta de desconforto. talvez algumas vidas já sofram bastante, mas, observando o que posso observar dos a minha volta, noto muitos caráteres engordando e amolecendo por falta da humildade de se doar um pouco mais: acordar um pouco mais cedo para não chegar atrasado, prejudicando os outros, ou mesmo se esforçar para correr um pouquinho mais (existem nichos em que todos chegam mais ou menos na hora, mas eu tenho contato com grupos em que o atraso é muito tolerado);
falta de humlidade para praticar a gentileza: é muito mais confortável ficar em silêncio... mas todos de nós aas vezes nos vemos em uma situação em que observamos um estranho passando por dificuldes e, pelo conforto de não nos dirigirmos a ele, com medo de havermos errado nossa suposição, por exemplo, você está numa fila em que tem que ter determinado carimbo em determinado papel senão eles não te atendem, e você vê um estranho na sua frente cujo papel não está carimbado. A maioria de nós, em situação análoga, acaba optando por não puxar conversa com o estranho, mesmo sabendo que provavelmente ele vai esperar a fila inteira para, na hora de ser atendido, ouvir do atendente "vai tal lugar arrumar o carimbo depois pega a fila de novo". Se você cutucar o estranho e dar sua opinião duas coisas podem acontecer: 1) ele fica intrigado, pede pra vc quardar o lugar dele enquanto ele corre atrás de uma opinião oficial para confirmar o que vc diz, ou 2) ele responde que o carimbo está sim aqui do outro lado e você que não viu, ou que o interese dele é diverso do seu e que no caso dele não precisa de carimbo mesmo, ou que ele já sabe, mas o atendente é primo dele e vai dar um jeito mesmo assim.
Em situações assim, nós temos a vaidade de achar que arriscar uma pretensa gentileza não vale a pena, pois se 2) fosse o desenrolar, estaria-se fazendo "papel de bobo".
Mesmo em situações em que só 1) é possível, como por exemplo: você está no hospital na fila de "não-urgentes", e entra no fim da fila uma pessoa toda queimada, você sabe que a fila para "urgentes" é em outro corredor, e sabe que outros da fila também o sabem, mas como ninguém se manifesta a dar o conselho pro queimado, um reitera a insegurança do outro, um desencoraja o outro, tacitamente, assim, ninguém dá a informação de que ele precisa.
E é assim: percebi muitas pessoas que vão se acostumando, ao logo da vida, a pedir favores pros outros.
Pode ver, principalmente mulher bonita, pois desde novinha os caras que querem fazer sexo com ela sempre estão dispostos a fazer favores e com vontade de agradá-las, aí elas crescem desde mocinhas se acostumando a contar com favores - imagina na escola, ele pede pro colega da carteira ao lado ir bater o apontador pra ela no lixo, o cara vai, volta, e ela não levantou da cadeira! aí vai crescer mulher mal acostumada.
imagina um bando de amigos deitados no sofá, num colchão no chão, no tapete e nas almofadas. Um deles que se levantou, acabou derrubando várias coisinhas no chão e tem que recolhê-las. Imagino que menos amigos estarão dispostos a se levantar para auxiliá-lo, assim confortáveis como estão deitados no macio, do que se estivessem sentados no chão duro e sem apoio para as costas.
Quer dizer, mesmo levando em vista o que você falou, não, eu não acho que a vida já basta de desconforto. talvez algumas vidas já sofram bastante, mas, observando o que posso observar dos a minha volta, noto muitos caráteres engordando e amolecendo por falta da humildade de se doar um pouco mais: acordar um pouco mais cedo para não chegar atrasado, prejudicando os outros, ou mesmo se esforçar para correr um pouquinho mais (existem nichos em que todos chegam mais ou menos na hora, mas eu tenho contato com grupos em que o atraso é muito tolerado);
falta de humlidade para praticar a gentileza: é muito mais confortável ficar em silêncio... mas todos de nós aas vezes nos vemos em uma situação em que observamos um estranho passando por dificuldes e, pelo conforto de não nos dirigirmos a ele, com medo de havermos errado nossa suposição, por exemplo, você está numa fila em que tem que ter determinado carimbo em determinado papel senão eles não te atendem, e você vê um estranho na sua frente cujo papel não está carimbado. A maioria de nós, em situação análoga, acaba optando por não puxar conversa com o estranho, mesmo sabendo que provavelmente ele vai esperar a fila inteira para, na hora de ser atendido, ouvir do atendente "vai tal lugar arrumar o carimbo depois pega a fila de novo". Se você cutucar o estranho e dar sua opinião duas coisas podem acontecer: 1) ele fica intrigado, pede pra vc quardar o lugar dele enquanto ele corre atrás de uma opinião oficial para confirmar o que vc diz, ou 2) ele responde que o carimbo está sim aqui do outro lado e você que não viu, ou que o interese dele é diverso do seu e que no caso dele não precisa de carimbo mesmo, ou que ele já sabe, mas o atendente é primo dele e vai dar um jeito mesmo assim.
Em situações assim, nós temos a vaidade de achar que arriscar uma pretensa gentileza não vale a pena, pois se 2) fosse o desenrolar, estaria-se fazendo "papel de bobo".
Mesmo em situações em que só 1) é possível, como por exemplo: você está no hospital na fila de "não-urgentes", e entra no fim da fila uma pessoa toda queimada, você sabe que a fila para "urgentes" é em outro corredor, e sabe que outros da fila também o sabem, mas como ninguém se manifesta a dar o conselho pro queimado, um reitera a insegurança do outro, um desencoraja o outro, tacitamente, assim, ninguém dá a informação de que ele precisa.
E é assim: percebi muitas pessoas que vão se acostumando, ao logo da vida, a pedir favores pros outros.
Pode ver, principalmente mulher bonita, pois desde novinha os caras que querem fazer sexo com ela sempre estão dispostos a fazer favores e com vontade de agradá-las, aí elas crescem desde mocinhas se acostumando a contar com favores - imagina na escola, ele pede pro colega da carteira ao lado ir bater o apontador pra ela no lixo, o cara vai, volta, e ela não levantou da cadeira! aí vai crescer mulher mal acostumada.
imagina um bando de amigos deitados no sofá, num colchão no chão, no tapete e nas almofadas. Um deles que se levantou, acabou derrubando várias coisinhas no chão e tem que recolhê-las. Imagino que menos amigos estarão dispostos a se levantar para auxiliá-lo, assim confortáveis como estão deitados no macio, do que se estivessem sentados no chão duro e sem apoio para as costas.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
PBV - Partido da Barriga Viva - Programas políticos para as eleições presidenciais
No meu governo eu vou estatizar os cadáveres.
Nenhuma viúva pudibunda ou mãe coruja vai ter direito ao capricho de decidir se o finado é doador ou não!
Todo órgão que tiver algum proveito vai ser de utilidade para algum vivo necessitado.
E olha que a agente vai encontrar proveito até pros órgãos do sistema ósseo!
: já estão em desenvolvimento novos programas de assistencialismo social, entre eles o "Barriga Cheia, Coração Contente", feijoada open-bar para a classe dos indigentes!
Quanto maior o índice de mortalidade na sua cidade, menor os indices de fome e desnutrição.
Assim os cadáveres terão uma aplicação nobre na sociedade, e finalmente, pela primeira vez na históira da civilização ocidental, serão merecedores de de um respeito não mais que genuíno, um respeito que venha a substituir toda essa idolatria gratuita que lhes vem sendo dispensada cotidianamente pela tradição desfundamentada e obrigatícia de onerar as economias familiares em despesas súbitas destinadas enriquecimento da indústria funerária.
Nenhuma viúva pudibunda ou mãe coruja vai ter direito ao capricho de decidir se o finado é doador ou não!
Todo órgão que tiver algum proveito vai ser de utilidade para algum vivo necessitado.
E olha que a agente vai encontrar proveito até pros órgãos do sistema ósseo!
: já estão em desenvolvimento novos programas de assistencialismo social, entre eles o "Barriga Cheia, Coração Contente", feijoada open-bar para a classe dos indigentes!
Quanto maior o índice de mortalidade na sua cidade, menor os indices de fome e desnutrição.
Assim os cadáveres terão uma aplicação nobre na sociedade, e finalmente, pela primeira vez na históira da civilização ocidental, serão merecedores de de um respeito não mais que genuíno, um respeito que venha a substituir toda essa idolatria gratuita que lhes vem sendo dispensada cotidianamente pela tradição desfundamentada e obrigatícia de onerar as economias familiares em despesas súbitas destinadas enriquecimento da indústria funerária.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Hiperinterpretação do poema "Na boca do lixo"
Hiperinterpretação do poema "Na boca do lixo"
http://simulaco.blogspot.com/2009/01/na-boca-do-lixo.html#comments
"Na boca do lixo"
Na boca do lixo
encontrei um alho
que tinha nutrientes
mas que tinha gosto ruim;
Serviria de alimento
após dias de jejum?
Caiu agressivo na goela
o primeiro dente ardido
do alho já chocho:
o resto devorei com pressa
pra dar de desentendido...
(...Na metade da cabeça
descobri a enchaqueca
que diria já respeito
ao segundo dente ido...)
E depois de comer tudo
eu já cego, surdo e mudo
voltei pra boca do lixo
Cego, surdo e mudado
maldito e envenenado
cascas de banana e ratos,
e coisas de lixo em geral:
Antídoto bendito.
Acordei dentro da lata
Farto de porcaria,
mas desinfetado de antemão.
http://simulaco.blogspot.com/2009/01/na-boca-do-lixo.html#comments
**
Uma primeira leitura do texto já pode levantar suspeição em torno de alguns termos empregados, tais como “boca”, “dente” e “cabeça”;
Uma segunda leitura do texto empaca já no segundo verso:
Na boca do lixo
encontrei um alho
Ora bolas: encontraste um dente de alho ou uma cabeça de alho?
Ora bolas, um “dente de alho” numa “boca de lixo” seria um dente completamente ilegítimo, a não ser pelo mecanismo de pertencimento em cadeia em que um “dente de alho” constaria em uma “cabeça de alho” que constasse numa boca de lixo. Tal mecanismo situaria o homem que revira o lixo como topo de uma cadeia alimentar.
Poroutrolado, se na boca do lixo foi encontrada uma cabeça de alho, a idéia de cadeia alimentar existe ainda, mas não tão acentuadamente, pois não há a longa hierarquia de pertencimento indireto. Neste caso o homem e o lixo estariam vinculados por uma relação de competição, já que o homem tira a cabeça de alho da boca do lixo e a toma para si.
A estrofe que havia começado com dois versos pentassílabos evolui passando por um hexassílabo para três heptassílabos (556777) o que sugere uma forma trapézica, pela combinação de transição suave, unitariamente progressiva (5,6,7), com a sugestividade de uma base menor que a outra (5,5),(7,7,7):
Na Boca do lixo
encontrei um alho
que tinha nutrientes
mas que tinha gosto ruim;
Serviria de alimento
após dias de jejum?
O terceiro e o quarto verso, além de se destacarem dos dois primeiros por romperem com a aparente proposição métrica inicial do poema, também se destacam dos dois últimos por estarem comprometidos entre si por amarras sonoras (“tes-mas-que”; “/quetinha/”-“/quetinha/”) -além da pontuação em pontivírgula).
Tal destacamento particiona o ritmo de leitura, e isola sonoramente os dois últimos versos, que mesmo tendo a mesma métrica do antepenúltimo verso, parecem soar diferentemente deste.
O isolamento sonoro destes quinto e sexto verso distancia completamente a já não tão marcada rima paroxítona entre as palavras “nutrientes” e “alimento”.
A invisibilidade desta rima entre estes versos, bem como as várias quebras rítmicas ao longo de toda a estrofe, sobrecarregam a sensação de surpresa gerada pela rima “ruim”-“jejum” (tal rima não existe se o quarto verso for lido como um octassílabo!), que aparece atordoantemente inadvertida segundos após a conclusão desta primeira etapa da leitura.
Tal sensação parece ao leitor muito convidativa de uma releitura da estrofe, aa busca de uma melhor compreensão da rima; e somente desta releitura, com a atenção a recair especificamente sobre a sonoridade, depreender-se-há a minguada rima paroxítona entre terceiro e quinto versos.
Já que todo corpo simbólico a que se possa identificar na forma justifica, por si, a busca de um paralelo análogo no âmbito do conteúdo (e vice-versa), a constatação desse entrelaçamento entre os quatro últimos versos pelas rimas alternadas sugere uma aproximação paralela de sentidos: (nutrientes/alimento)~(ruim/jejum).
Com efeito, a aproximação de sentido entre “nutrientes” e “alimento” é imediata e exata, podendo servir de parâmetro para a atribuição de uma relação entre “ruim” e “jejum”:
“Nutientes” está para “alimento” segundo uma relação muito especificaficamente fisiológica. “Ruim” estaria, então, para “jejum”, a recortar seu tema de privação, carência, deficiência, excluindo quaisquer possíveis interpretações do termo “jejum” em contextos outros, tais como o de sacrifício religioso, da preparação meditativa, ou do procedimento clínico pré-operatório, entre outros.
A segunda estrofe se inicia pelo verso:
Caiu agressivo na goela
, que chama a atenção por introduzir mais um órgão típico do aparelho digestivo, a “goela”, além de “dente” e “boca”.
O elemento “goela” entra em cena num contexto um tanto quanto curioso: engolindo um “dente”:
Caiu agressivo na goela
o primeiro dente ardido
Uma “goela” engolindo um “dente” não deixa de remeter aa imagem de um órgão que está em desarmonia com seus pares: um órgão cujo papel biológico está a sobrepujar o papel biológico dos demais órgãos afins, o que sugere uma impressão de antinaturalidade autofágica, de auto-destruição.
Nesse sentido, a decisão, pelo narrador, de engolir aquele alimento duvidoso se revela, desde o início, uma medida irresponsável e desesperada.
Com efeito os quarto e quinto versos desta estrofe reiteram o caráter contraditório do conflito interior do narrador-personagem, que é obrigado a ludibriar-se a si mesmo na tentativa de sair daquele impasse insustentável:
o resto devorei com pressa
pra dar de desentendido...
Nesta primeira metade da segunda estrofe também é muito patente o caráter divisor de águas, no ámbito da forma, do terceiro verso, tanto pela métrica (8,7,5,8,7) quanto pela rima (A,B,C,A,B).
Caiu agressivo na goela
o primeiro dente ardido
do alho já chocho:
o resto devorei com pressa
pra dar de desentendido...
Tal corpo simbólico formal também encontra seu paralelo no campo conteudístico, na medida em que a constatação pelo narrador de uma característica especial daquele alho em particular (aquele alho já estava chocho) pesaria como argumento em favor de submeter aquele alho específico a uma provação autêntica, uma provação que ignorasse todo o conhecimento prévio acumulado a respeito dos demais alhos enquanto rigorosamente pertencentes a um conceito mais geral.
O acinturamento representado conteúdo-estruturalmente por este terceiro verso tem seu sentido decisório reforçado pela transformação que opera sobre o teor das palavras rimantes constantes dessa primeira metade da segunda estrofe, a saber, “agressivo”-“ardido”-“desentendido”; e “goela”-“pressa”:
Caiu agressivo na goela
o primeiro dente ardido
do alho já chocho:
o resto devorei com pressa
pra dar de desentendido...
Pode-se bem notar que “agressivo”, no primeiro verso, compactua sinergicamente com “ardido”, no segundo verso; mas já no quinto verso, “desentendido” é uma palavra cujo papel no texto recai especialmente sobre essas precedentes palavras com que pode rimar, já que o objeto do “desentendimento” são justamente as advertências impressivas que a ingestão intempestiva comunicou: o ardor e o agreste do alho.
Já “goela” e “pressa” não estão mais explicitamente relacionadas entre si sozinhas do que o estão por intermédio da relação discutida imediatamente acima. Desta maneira, “goela” se associa ao “agressivo” e ao “ardido”, para se contrapor aa “pressa” enquanto ferramenta do “desentendimento”.
Dentro do parênteses que delimita a segunda metade desta segunda estrofe, a monotonia métrica harmoniza com a idéia de fluência ininterrupta encerrada no âmbito da narrativa:
(...Na metade da cabeça
descobri a enchaqueca
que diria já respeito
ao segundo dente ido...)
a “fluência ininterrupta” está digéticamente presente na toada da ingestão dos dentes de alho pelo narrador, e tanto a rima quanto a proximidade sonora de “dente ido”, do nono verso, com “desentendido”, do quinto, ensanduícha todos os versos de dentro do parênteses no contexto do procedimento adotado pelo narrador para minimizar os efeitos da ingestão do alho, a saber, comer tudo com pressa pra somente lidar com os efeitos colaterais decorrentes quando fosse tarde demais para desistir de encarar o elevado preço cobrado pela nutrição naquela situação, uma vez que só depois de comer metade da cabeça de alho ele foi começar a sentir a enxaqueca que já teria sentido se tivesse comido apenas dois dentes.
que diria já respeito
ao segundo dente ido...)
(...Na metade da cabeça
descobri a enxaqueca
que diria já respeito
ao segundo dente ido...)
Escancaradamente óbvios são também os joguetes eufônicos entre o sexto e o sétimo verso (me-ta-de-da)~(en-xa-que-ca); entre o sétimo e o oitavo (des-co-bri-a)~(que-di-ri-a); entre o oitavo e o nono(res-pe-i-to)~(den-te-i-do); e a inimperceptivelmente quase-infame-de-tão-explícita aproximação de sentido entre “cabeça” e “enxaqueca”.
A terceira e última estrofe se destaca por suas rimas de fim de verso estarem mais juntas umas das outras do que nas demais estrofes:
E depois de comer tudo
eu já cego, surdo e mudo
voltei pra boca do lixo
Cego, surdo e mudado
maldito e envenenado
cascas de banana e ratos,
e coisas de lixo em geral:
Antídoto bendito.
Acordei dentro da lata
Farto de porcaria,
mas desinfetado de antemão.
, a não ser por “lixo”-“bendito”, de cujos versos contintentes a distância é compensada pela aproximação semântica estabelecida pela associação que a narrativa faz entre seus significados (lixo~antídoto, lixo~bendito).
A estrofe começa por três heptassílabos:
E depois de comer tudo
eu já cego, surdo e mudo
voltei pra boca do lixo
, porém o terceiro verso se separa dos dois primeiros já por estar excluído da afinidade sonora que os une pela rima, mas principalmente pela diferença de compasso tônico (terceira e sétima sílabas poéticas para os dois primeiros versos; segunda quarta e sétima sílabas poéticas para o terceiro verso), e acima de tudo pela reatribuição de sentido ao símbolo do lixo, antes fonte do alho semente da desgraça, agora fonte mais próxima e acessível de possível cura do novo mal, reatribuição essa que se dá narrativamente exatamente neste terceiro verso da terceira estrofe.
Esse compasso tônico somente irá reocorrer no próximo heptassílabo a, como o terceiro, não seguir a rima de seus versos imediatamente antecessores, a saber, o sétimo (observe-se que a tentativa de pronunciar a quarta sílaba do quinto verso como tônica na verdade transformaria esta mesma sílaba na quinta sílaba tônica de um octossílabo).
Em suma: na narrativa, o narrador-personagem recorre aos demais itens que encontra no lixo, menos comestíveis do que o alho, para tentar, a partir da ingestão destes, aniquilar a agonia causada pela ingestão em jejum prolongado do terrível alho.
E depois de comer tudo
eu já cego, surdo e mudo
voltei pra boca do lixo
Cego, surdo e mudado
maldito e envenenado
cascas de banana e ratos,
e coisas de lixo em geral:
Antídoto bendito.
E o verso termina após seu acesso desesperado de loucura. O narrador-personagem acorda no nono verso; e nos décimo e décimoprimeiro versos, quando seus problemas já estão resolvidos, as métricas são as mais soltas de todas, criando a combinação de tônicas mais prosaica do texto, sugerindo que o estabelecimento da linguagem em prosa demarcaria o fim do conflito, a calmaria.
Acordei dentro da lata
Farto de porcaria,
mas desinfetado de antemão.
E a tal calmaria surge, narativamente, a bem-dizer, da mútua neutralização de efeitos entre duas atitudes antagônicas: a razão mais fria e ponderista (comer ou não comer este alimento tão hostil que, apesar de repugnante, é o único recurso que se oferece?), e o instinto mais passional e desesperado (apaziguar o ardor ensandecedor no trato digestivo por meio de acariciar suas vias com que quer que seja que apareça pela frente). Trata-se, no fim das contas, da saga de um indivíduo que encontra a paz por meio do bom equilíbrio entre razão e emoção, equilíbrio este que atingiu por viés bastante inusitado, já que, se antes estava faminto, agora está farto, mas farto de coisas que não comeria em sã consciência (“coisas de lixo em geral”), sendo que precisou se submeter (inadvertidamente mas por meio, sim, da razão, que o levou a escolher tentar comer o alho) a uma situação hiperbolicamente mais miserável (“mudado”, “maldito” e “envenenado”) do que sua situação anterior(“dias em jejum”) para superar todos os seus males de uma só vez terminando “farto” e “desinfetado”: farto de coisas de lixo em geral, e desinfetado da perniciosidade do lixo pela vilania agreste instaurada pelo alho, que tal lixo encontrou dentro de seu organismo).
http://simulaco.blogspot.com/2009/01/na-boca-do-lixo.html#comments
"Na boca do lixo"
Na boca do lixo
encontrei um alho
que tinha nutrientes
mas que tinha gosto ruim;
Serviria de alimento
após dias de jejum?
Caiu agressivo na goela
o primeiro dente ardido
do alho já chocho:
o resto devorei com pressa
pra dar de desentendido...
(...Na metade da cabeça
descobri a enchaqueca
que diria já respeito
ao segundo dente ido...)
E depois de comer tudo
eu já cego, surdo e mudo
voltei pra boca do lixo
Cego, surdo e mudado
maldito e envenenado
cascas de banana e ratos,
e coisas de lixo em geral:
Antídoto bendito.
Acordei dentro da lata
Farto de porcaria,
mas desinfetado de antemão.
http://simulaco.blogspot.com/2009/01/na-boca-do-lixo.html#comments
**
Uma primeira leitura do texto já pode levantar suspeição em torno de alguns termos empregados, tais como “boca”, “dente” e “cabeça”;
Uma segunda leitura do texto empaca já no segundo verso:
Na boca do lixo
encontrei um alho
Ora bolas: encontraste um dente de alho ou uma cabeça de alho?
Ora bolas, um “dente de alho” numa “boca de lixo” seria um dente completamente ilegítimo, a não ser pelo mecanismo de pertencimento em cadeia em que um “dente de alho” constaria em uma “cabeça de alho” que constasse numa boca de lixo. Tal mecanismo situaria o homem que revira o lixo como topo de uma cadeia alimentar.
Poroutrolado, se na boca do lixo foi encontrada uma cabeça de alho, a idéia de cadeia alimentar existe ainda, mas não tão acentuadamente, pois não há a longa hierarquia de pertencimento indireto. Neste caso o homem e o lixo estariam vinculados por uma relação de competição, já que o homem tira a cabeça de alho da boca do lixo e a toma para si.
A estrofe que havia começado com dois versos pentassílabos evolui passando por um hexassílabo para três heptassílabos (556777) o que sugere uma forma trapézica, pela combinação de transição suave, unitariamente progressiva (5,6,7), com a sugestividade de uma base menor que a outra (5,5),(7,7,7):
Na Boca do lixo
encontrei um alho
que tinha nutrientes
mas que tinha gosto ruim;
Serviria de alimento
após dias de jejum?
O terceiro e o quarto verso, além de se destacarem dos dois primeiros por romperem com a aparente proposição métrica inicial do poema, também se destacam dos dois últimos por estarem comprometidos entre si por amarras sonoras (“tes-mas-que”; “/quetinha/”-“/quetinha/”) -além da pontuação em pontivírgula).
Tal destacamento particiona o ritmo de leitura, e isola sonoramente os dois últimos versos, que mesmo tendo a mesma métrica do antepenúltimo verso, parecem soar diferentemente deste.
O isolamento sonoro destes quinto e sexto verso distancia completamente a já não tão marcada rima paroxítona entre as palavras “nutrientes” e “alimento”.
A invisibilidade desta rima entre estes versos, bem como as várias quebras rítmicas ao longo de toda a estrofe, sobrecarregam a sensação de surpresa gerada pela rima “ruim”-“jejum” (tal rima não existe se o quarto verso for lido como um octassílabo!), que aparece atordoantemente inadvertida segundos após a conclusão desta primeira etapa da leitura.
Tal sensação parece ao leitor muito convidativa de uma releitura da estrofe, aa busca de uma melhor compreensão da rima; e somente desta releitura, com a atenção a recair especificamente sobre a sonoridade, depreender-se-há a minguada rima paroxítona entre terceiro e quinto versos.
Já que todo corpo simbólico a que se possa identificar na forma justifica, por si, a busca de um paralelo análogo no âmbito do conteúdo (e vice-versa), a constatação desse entrelaçamento entre os quatro últimos versos pelas rimas alternadas sugere uma aproximação paralela de sentidos: (nutrientes/alimento)~(ruim/jejum).
Com efeito, a aproximação de sentido entre “nutrientes” e “alimento” é imediata e exata, podendo servir de parâmetro para a atribuição de uma relação entre “ruim” e “jejum”:
“Nutientes” está para “alimento” segundo uma relação muito especificaficamente fisiológica. “Ruim” estaria, então, para “jejum”, a recortar seu tema de privação, carência, deficiência, excluindo quaisquer possíveis interpretações do termo “jejum” em contextos outros, tais como o de sacrifício religioso, da preparação meditativa, ou do procedimento clínico pré-operatório, entre outros.
A segunda estrofe se inicia pelo verso:
Caiu agressivo na goela
, que chama a atenção por introduzir mais um órgão típico do aparelho digestivo, a “goela”, além de “dente” e “boca”.
O elemento “goela” entra em cena num contexto um tanto quanto curioso: engolindo um “dente”:
Caiu agressivo na goela
o primeiro dente ardido
Uma “goela” engolindo um “dente” não deixa de remeter aa imagem de um órgão que está em desarmonia com seus pares: um órgão cujo papel biológico está a sobrepujar o papel biológico dos demais órgãos afins, o que sugere uma impressão de antinaturalidade autofágica, de auto-destruição.
Nesse sentido, a decisão, pelo narrador, de engolir aquele alimento duvidoso se revela, desde o início, uma medida irresponsável e desesperada.
Com efeito os quarto e quinto versos desta estrofe reiteram o caráter contraditório do conflito interior do narrador-personagem, que é obrigado a ludibriar-se a si mesmo na tentativa de sair daquele impasse insustentável:
o resto devorei com pressa
pra dar de desentendido...
Nesta primeira metade da segunda estrofe também é muito patente o caráter divisor de águas, no ámbito da forma, do terceiro verso, tanto pela métrica (8,7,5,8,7) quanto pela rima (A,B,C,A,B).
Caiu agressivo na goela
o primeiro dente ardido
do alho já chocho:
o resto devorei com pressa
pra dar de desentendido...
Tal corpo simbólico formal também encontra seu paralelo no campo conteudístico, na medida em que a constatação pelo narrador de uma característica especial daquele alho em particular (aquele alho já estava chocho) pesaria como argumento em favor de submeter aquele alho específico a uma provação autêntica, uma provação que ignorasse todo o conhecimento prévio acumulado a respeito dos demais alhos enquanto rigorosamente pertencentes a um conceito mais geral.
O acinturamento representado conteúdo-estruturalmente por este terceiro verso tem seu sentido decisório reforçado pela transformação que opera sobre o teor das palavras rimantes constantes dessa primeira metade da segunda estrofe, a saber, “agressivo”-“ardido”-“desentendido”; e “goela”-“pressa”:
Caiu agressivo na goela
o primeiro dente ardido
do alho já chocho:
o resto devorei com pressa
pra dar de desentendido...
Pode-se bem notar que “agressivo”, no primeiro verso, compactua sinergicamente com “ardido”, no segundo verso; mas já no quinto verso, “desentendido” é uma palavra cujo papel no texto recai especialmente sobre essas precedentes palavras com que pode rimar, já que o objeto do “desentendimento” são justamente as advertências impressivas que a ingestão intempestiva comunicou: o ardor e o agreste do alho.
Já “goela” e “pressa” não estão mais explicitamente relacionadas entre si sozinhas do que o estão por intermédio da relação discutida imediatamente acima. Desta maneira, “goela” se associa ao “agressivo” e ao “ardido”, para se contrapor aa “pressa” enquanto ferramenta do “desentendimento”.
Dentro do parênteses que delimita a segunda metade desta segunda estrofe, a monotonia métrica harmoniza com a idéia de fluência ininterrupta encerrada no âmbito da narrativa:
(...Na metade da cabeça
descobri a enchaqueca
que diria já respeito
ao segundo dente ido...)
a “fluência ininterrupta” está digéticamente presente na toada da ingestão dos dentes de alho pelo narrador, e tanto a rima quanto a proximidade sonora de “dente ido”, do nono verso, com “desentendido”, do quinto, ensanduícha todos os versos de dentro do parênteses no contexto do procedimento adotado pelo narrador para minimizar os efeitos da ingestão do alho, a saber, comer tudo com pressa pra somente lidar com os efeitos colaterais decorrentes quando fosse tarde demais para desistir de encarar o elevado preço cobrado pela nutrição naquela situação, uma vez que só depois de comer metade da cabeça de alho ele foi começar a sentir a enxaqueca que já teria sentido se tivesse comido apenas dois dentes.
que diria já respeito
ao segundo dente ido...)
(...Na metade da cabeça
descobri a enxaqueca
que diria já respeito
ao segundo dente ido...)
Escancaradamente óbvios são também os joguetes eufônicos entre o sexto e o sétimo verso (me-ta-de-da)~(en-xa-que-ca); entre o sétimo e o oitavo (des-co-bri-a)~(que-di-ri-a); entre o oitavo e o nono(res-pe-i-to)~(den-te-i-do); e a inimperceptivelmente quase-infame-de-tão-explícita aproximação de sentido entre “cabeça” e “enxaqueca”.
A terceira e última estrofe se destaca por suas rimas de fim de verso estarem mais juntas umas das outras do que nas demais estrofes:
E depois de comer tudo
eu já cego, surdo e mudo
voltei pra boca do lixo
Cego, surdo e mudado
maldito e envenenado
cascas de banana e ratos,
e coisas de lixo em geral:
Antídoto bendito.
Acordei dentro da lata
Farto de porcaria,
mas desinfetado de antemão.
, a não ser por “lixo”-“bendito”, de cujos versos contintentes a distância é compensada pela aproximação semântica estabelecida pela associação que a narrativa faz entre seus significados (lixo~antídoto, lixo~bendito).
A estrofe começa por três heptassílabos:
E depois de comer tudo
eu já cego, surdo e mudo
voltei pra boca do lixo
, porém o terceiro verso se separa dos dois primeiros já por estar excluído da afinidade sonora que os une pela rima, mas principalmente pela diferença de compasso tônico (terceira e sétima sílabas poéticas para os dois primeiros versos; segunda quarta e sétima sílabas poéticas para o terceiro verso), e acima de tudo pela reatribuição de sentido ao símbolo do lixo, antes fonte do alho semente da desgraça, agora fonte mais próxima e acessível de possível cura do novo mal, reatribuição essa que se dá narrativamente exatamente neste terceiro verso da terceira estrofe.
Esse compasso tônico somente irá reocorrer no próximo heptassílabo a, como o terceiro, não seguir a rima de seus versos imediatamente antecessores, a saber, o sétimo (observe-se que a tentativa de pronunciar a quarta sílaba do quinto verso como tônica na verdade transformaria esta mesma sílaba na quinta sílaba tônica de um octossílabo).
Em suma: na narrativa, o narrador-personagem recorre aos demais itens que encontra no lixo, menos comestíveis do que o alho, para tentar, a partir da ingestão destes, aniquilar a agonia causada pela ingestão em jejum prolongado do terrível alho.
E depois de comer tudo
eu já cego, surdo e mudo
voltei pra boca do lixo
Cego, surdo e mudado
maldito e envenenado
cascas de banana e ratos,
e coisas de lixo em geral:
Antídoto bendito.
E o verso termina após seu acesso desesperado de loucura. O narrador-personagem acorda no nono verso; e nos décimo e décimoprimeiro versos, quando seus problemas já estão resolvidos, as métricas são as mais soltas de todas, criando a combinação de tônicas mais prosaica do texto, sugerindo que o estabelecimento da linguagem em prosa demarcaria o fim do conflito, a calmaria.
Acordei dentro da lata
Farto de porcaria,
mas desinfetado de antemão.
E a tal calmaria surge, narativamente, a bem-dizer, da mútua neutralização de efeitos entre duas atitudes antagônicas: a razão mais fria e ponderista (comer ou não comer este alimento tão hostil que, apesar de repugnante, é o único recurso que se oferece?), e o instinto mais passional e desesperado (apaziguar o ardor ensandecedor no trato digestivo por meio de acariciar suas vias com que quer que seja que apareça pela frente). Trata-se, no fim das contas, da saga de um indivíduo que encontra a paz por meio do bom equilíbrio entre razão e emoção, equilíbrio este que atingiu por viés bastante inusitado, já que, se antes estava faminto, agora está farto, mas farto de coisas que não comeria em sã consciência (“coisas de lixo em geral”), sendo que precisou se submeter (inadvertidamente mas por meio, sim, da razão, que o levou a escolher tentar comer o alho) a uma situação hiperbolicamente mais miserável (“mudado”, “maldito” e “envenenado”) do que sua situação anterior(“dias em jejum”) para superar todos os seus males de uma só vez terminando “farto” e “desinfetado”: farto de coisas de lixo em geral, e desinfetado da perniciosidade do lixo pela vilania agreste instaurada pelo alho, que tal lixo encontrou dentro de seu organismo).
Assinar:
Postagens (Atom)
